O violão na corte imperial, de Marcia Taborda

Fruto de pesquisa na Biblioteca Nacional e editado pelo Centro de Pesquisa e Editoração, o livro de Marcia Taborda será lançado online no próximo dia 25 de março, no canal da FBN no Youtube.

Como parte das comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil, a Biblioteca Nacional envolve produções editoriais marcantes sobre o assunto. Entre elas, O violão na corte imperial, em que Márcia Taborda apresenta um texto capaz de situar o leitor sobre como o violão esteve presente em nossa trajetória. Enquanto o país se formava como nação esse típico instrumento de cordas circulava entre as diferentes camadas da sociedade. Como a Irlanda é representada por uma harpa, o violão bem cabe como a imagem do Brasil. Com efeito, a música engendrou nossa forma de ser, e o violão é representativo disso: atravessou os salões da corte, se popularizou na expressão oral e na profusão de oficinas de violeiros que grassavam pelo Rio de Janeiro no século XIX.

Do texto fluente, da riqueza de informações, do passeio aprazível pelos personagens, este livro é o desdobramento de um profundo trabalho de pesquisa realizado pela autora, em particular através dos acervos da Biblioteca Nacional. O conteúdo musical da instituição permitiu esse verdadeiro mergulho investigativo. Não é pouca coisa a lembrança de que, por determinação de d. Pedro II, as obras do acervo musical da princesa Leopoldina foram incorporadas à Coleção Thereza Christina Maria (CTCM), e tudo isso está sob a guarda da Biblioteca Nacional.

Marcia Taborda é violonista, doutora em História Social (UFRJ), pesquisadora residente da Fundação Biblioteca Nacional (2016) e realizou pós-doutoramento na University of New South Wales, Sydney. Autora do documentário “Viola e violão em terras de São Sebastião”, premiado com o edital Rio 450 anos da FAPERJ (disponível em https://www.youtube.com/watch?v=2JyqdB1FdGs&ab_channel=MarciaTaborda). Publicou o livro “Violão e identidade nacional: Rio de Janeiro 1830-1930” (Civilização Brasileira), obra que recebeu o prêmio Faperj de Produção Crítica em música. Gravou para a Acari o CD Choros de Paulinho da Viola com a obra do compositor escrita para o violão e para o selo ABM digital o CD Música Humana com obras do repertório brasileiro contemporâneo. É professora da Escola de Música da UFRJ e coordenadora do Núcleo de Estudos de Violão.

Isabel Lustosa foi pesquisadora da FCRB por 30 anos. Trabalhou também no Museu da República e no IPHAN. Desde 1997 é doutora em Ciência Política pelo antigo IUPERJ atual IESP-UERJ. É também membro do Pen Club do Brasil e sócia titular do IHGB. Ocupou a Cátedra Simon Bolívar no IHEAL Sorbonne Nouvelle, entre 2010 e 2011 e foi titular da Cátedra Sérgio Buarque de Holanda/Maison des Sciences de l´Homme/Paris para o período 2012-2015, atuando como professora visitante da Universidade de Rennes-2 e como professora visitante sênior junto ao CHAM/Universidade Nova de Lisboa, entre 2019 e 2020. É autora, entre outros, de “Insultos impressos: a guerra dos jornalistas na Independência” (Cia das Letras, 2000); “D. Pedro I: um Herói sem nenhum caráter” (Cia das Letras, 2009); “Lampião: esperteza e violência” (Claro enigma, 201 1) e “O jornalista que imaginou o Brasil – tempo, vida de pensamento de Hipólito da Costa – 1774-1823 (Editora da UNICAMP, 2019). Organizou: “Imprensa, humor e caricatura: a questão dos estereótipos culturais” (EdUFMG, 2011); “Imprensa, história e literatura”, (Editora da FCRB, 2008), “Agostini: o italiano que desenho ou Brasil” (editora da FCRB, 2014) e, junto com Alberto Dines, produziu, organizou e editou a edição fac-similar do “Correio Brasiliense de Hipólito da Costa”, publicada em 31 volumes pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, entre 2002 e 2003.

Fabio Zanon é violonista e já se apresentou em mais de 50 países, em salas como o Royal Festival Hall em Londres, Philharmonie em Berlim, Sala Tchaikovsky em Moscou e Concertgebouw em Amsterdã, à frente de orquestras como a Filarmônica de Londres, Orquestra Estatal Russa Evgeni Svetlanov, Berliner Camerata, BBC Ulster e Sinfônica da RTÉ em Dublin. Seu repertório inclui centenas de obras de câmara e mais de 40 concertos para violão e orquestra, muitos dos quais tocados em estreia mundial. Foi vencedor dos concursos internacionais GFA nos EUA, Tarrega na Espanha e Alessandria na Itália. É autor do livro Villa-Lobos. Concebeu e apresentou o programa A Arte do Violão, na Rádio Cultura em São Paulo.  É autor do livro Folha Explica: Villa-Lobos. Concebeu e apresentou os programas A Arte do Violão e O Violão Brasileiro, na Rádio Cultura em São Paulo. Atua também como regente, é professor e Fellow da Royal Academy of Music em Londres e coordenador artístico e pedagógico do Festival de Inverno de Campos do Jordão.

Ná Ozzetti (Maria Cristina Ozzetti) é cantora, artista plástica e compositora. Ná estudou piano na infância, começou a cantar na adolescência e, já adulta, formou-se em artes plásticas. Em 1979 iniciou sua carreira musical com o grupo Rumo, com o qual fez muitos shows e gravou 6 LPs. Ao longo de sua carreira participou de projetos com outros artistas, entre eles Zé Miguel Wisnik, Luiz Tatit, Suzana Salles, Itamar Assumpção, Zélia Duncan, Mônica Salmaso, Ivan Vilela, Kiko Dinucci, Rodrigo Campos, Romulo Fróes, Kristoff Silva. Em 2015 participou de dois diferentes projetos com ícones da música popular contemporânea brasileira, tendo lançado os discos “NÁ e ZÉ” com Zé Miguel Wisnik, e “THIAGO FRANÇA” com o Passo Torto.

Para ir direto ao episódio da próxima quinta-feira às 17:00 acesse:

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