UFSCar realiza 1ª Mostra de Vídeos Indígenas

Filmes selecionados serão exibidos em sessões nos quatro campi da Universidade

 

No dia 20 de novembro, foram divulgados os filmes selecionados para a 1ª Mostra de Vídeos Indígenas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), cujo objetivo é colaborar com a promoção de obras audiovisuais realizadas por povos indígenas e que expressem diversidades sociais, culturais e lutas por direitos. A Mostra é um projeto realizado pelo Grupo de Estudo e Extensão em Comunicação e Educação Popular (GECEPop), o Departamento de Artes e Comunicação (DAC) e o Centro de Culturas Indígenas (CCI), com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (ProEx), todos da Universidade.
A abertura da Mostra acontece no dia 26 de novembro, a partir das 19h30, no Teatro Universitário Florestan Fernandes, localizado na área Norte do Campus São Carlos. Em parceria com o CineUFSCar, serão exibidos os curta-metragens “ITO”, “Até o fim do mundo”, “Karemona”, “O verbo se fez carne” e “Xandoca”. Já no dia 29 de novembro, no Teatro de Bolso, na área Sul do Campus, às 16 horas, estarão em cartaz “OLOGIKO” e “ETE London”. E, no dia 4 de dezembro, também no Teatro de Bolso às 16 horas, serão reapresentados “ITO” e “Karemona”.

Programação nos outros campi
A Mostra vai ao Campus Araras no dia 2 de dezembro, com duas sessões no Anfiteatro do Centro de Ciências Agrárias (CCA). A partir das 13h30 serão exibidos “ITO”, “Até o fim do mundo”, “Karemona”, “O verbo se fez carne” e “Xandoca”; e, às 18 horas, os curta-metragens “OLOGIKO” e “ETE London”.
No Campus Sorocaba, a programação da Mostra também acontece no dia 2 de dezembro, no pátio do ATLab, às 18 horas, com a exibição de “ITO”, “Até o fim do mundo”, “Karemona”, “O verbo se fez carne” e “Xandoca”.
Por fim, no Campus Lagoa do Sino, a Mostra chega no dia 4 de dezembro. A sessão será às 13h30, no auditório do Ciclo Básico 2, com os mesmos filmes levados à Sorocaba.
A seleção da 1ª Mostra de Vídeos Indígenas da UFSCar é recomendada para maiores de 12 anos. A entrada em todas as sessões é gratuita e, ao final de cada uma delas, haverá debate com a plateia.

Confira abaixo a lista de vídeos selecionados na 1ª Mostra de Vídeos Indígenas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

 

– “Karemona” é um documentário realizado por Romeu Iximaweteri Yanomami e retrata crianças Yanomami que, atravessando o rio e caminhando pela floresta, buscam frutos de karemona para saborear e também para fazer pequenas flautas.

 

– “Nakua pewerewerekae jawabelia (Até o fim do mundo)” é um vídeo experimental realizado com câmera de telefone celular pelo coletivo Unid@s contra a colonização: muitos olhos, um só coração. O vídeo mostra uma tentativa ritual de sanar as dores coloniais que afetam humanos, não-humanos e a natureza.

 

– “OLOGIKO – residência artística na aldeia” é um vídeo realizado por Takumã Kuikuro e que registra a interação entre artistas oriundos do Brasil e do exterior com o povo Kuikuro.

 

– “ETE LONDON” é um documentário que segue a viagem feita pelo cineasta indígena Takumã Kuikuro a Londres. Deixando por um mês sua família e povo na Reserva Indígena do Xingu, Takumã desembarca na Europa com uma câmera nas mãos, a paixão pelo registro visual e o desejo de explorar as similaridades e diferenças entre sua cultura e a dos “hiper-brancos”, termo usado pelos Kuikuro para designar os não-brasileiros.

 

– “ITO”, fogo, na língua indígena karib, é um documentário, de Takumã Kuikuro, que trata do manejo integrado do fogo e apresenta diferentes estratégias para evitar incêndios florestais na Terra Indígena do Xingu, expondo o conhecimento dos indígenas sobre o regime do fogo e os problemas enfrentados nas aldeias, devido à alteração deste regime. Sóbrio e delicado, ITO mostra que, através do diálogo entre tradição e tecnologia, em prol da conservação do meio ambiente, é possível prevenir grandes incêndios florestais.

 

– “Xandoca” é outro documentário de Takumã Kuikuro que mostra a anciã indígena do povo Karipuna, Dona Alexandrina, também conhecida por Xandoca, contando sua história e da aldeia Santa Isabel, Terra Indígena Uaça, no município de Oiapoque.

 

– “O verbo se fez carne” é um vídeo experimental realizado por Ziel Karapotó que denuncia a imposição da língua do colonizador aos povos indígenas.



Categorias:Amazônia, Amazonas, cinema, Cultura, desenvolvimento sustentável, Direitos Humanos, Direitos Humanos e Cidadania, floresta amazônica, florestas, Kararó, Kokramouro, Krahô, Kuruaya, Mbengokre, Paracanã, Povos Indígenas, Povos indígenas do Parque do Xingu, Xikrim, Xingu, Xipaia

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