Seminário vai discutir Cultura e Resistência

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As inscrições ocorrerão partir do dia 16 de setembro no site da Cásper Líbero

Seminário acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de outubro na Faculdade Cásper Líbero. Avenida Paulista, 900.
Bela Vista – São Paulo
Telefone: (11) 3170-5880

V Seminário Comunicação, Cultura e Sociedade do Espetáculo

Tema: Cultura e Resistência

Refletir sobre a produção cultural na contemporaneidade é procurar compreender como está produção está vinculada a processos comunicacionais que se concretizam em produtos midiáticos, que podem ou não estar integrados à dinâmica da sociedade capitalista do espetáculo, que articula produção e consumo de mercadorias e produção e consumo de imagens. Práticas de resistência a essa dinâmica são possíveis? Por outro lado, a contemporaneidade também nos coloca, tendo em vista o crescimento em escala mundial de governos repressivos, o desafio de refletir sobre as possibilidades de resistência diante das diferentes formas de exercício da opressão. Os trabalhos a serem apresentados no V Seminário Comunicação, Cultura e Sociedade do Espetáculo são fruto de pesquisas desenvolvidas no âmbito do grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo do PPGCOM da Cásper Líbero, mas também serão apresentadas pesquisas desenvolvidas em outros grupos como o Midiato (Grupo de Estudos de Linguagem:práticas midiáticas) da ECA-USP, o NEAMP (Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política) da PUCSP e o MidCid (Midia, Cidade e Práticas Socioculturais) da Universidade de Sorocaba (UNISO).

                                              PROGRAMAÇÃO

 

16 de outubro – quarta-feira – noite

 

Mesa de Abertura do Seminário

Mediação – Cláudio Novaes Pinto Coelho – Coordenador do Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo

19h00 – Abertura do Seminário

19h15 – Welington Andrade – Diretor da Faculdade Cásper Líbero

19h30 – Aruana Zamby e Roberto Moura – Encenação de um trecho da peça “O Negro Conta” e Apresentação da Proposta da Peça.

Resumo: A cultura dominante apodera-se de tudo que se pode chamar de resistência para esquecermos nossas origens. Esquecer o quanto precisamos reelaborar e re-significar, mediar e produzir cultura e diálogos que colaborarão para romper muros, sejam quais forem (da ignorância política, da morte cultural, individual, da alienação).  O espetáculo tem como base figuras históricas como Chico Rei, Chica da Silva, Zumbi e mostra de uma forma autêntica a jornada de um homem e uma mulher negra, com suas alegrias, superações, traumas e vitórias.

Palavras-chave: Resistência. Cultura. Diálogo. Negro. Pertencimento. Identidade.

 

Aruana Zamby possui graduação em Pedagogia e no Teatro Universitário da UFMG. Seus principais trabalhos no teatro incluem as peças “Vereda da Salvação”, ‘”Marat Sade”, ‘A falecida”, “A Tempestade”, “As Bruxas de Salem”, “A Bruxinha que era Boa”, “O Negro Conta”. Na TV atuou na minissérie “Tenda dos Milagres” da Rede Globo de Televisão. Recebeu, em 2016, o Prêmio SESC/SATED de melhor atriz por sua atuação na peça O Negro Conta.

Robert Moura é músico. Bacharel em Música pela Universidade do Estado de Minas Gerais e Mestrando em Artes na mesma instituição. Músico profissional desde 1999. Atua como instrumentista e ministra aulas de vilão, guitarra, contrabaixo, cavaquinho e teoria musical. Desenvolve trabalhos na área teatral desde 2010, tendo se apresentado em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Acre. Participou das trilhas das peças de teatro “Essa Noite Mãe Coragem” e 1961-2009 do Grupo ZAP18. Seu mais recente trabalho teatral foi como instrumentista e arranjador na montagem da peça O Negro Conta.

 

 

20h00 – Rosana de Lima Soares

Identidades e subjetividades em coletivos audiovisuais de mulheres

Resumo: O objetivo desta comunicação é apontar as visualidades e visibilidades em relação às culturas juvenis e os modos como os jovens se tornam produtores de novas representações (especialmente em mídias digitais, tais como redes sociais, blogs e sites), interferindo no imaginário social a eles relacionado e instaurando novas subjetividades e práticas de resistência. Para isso, busca-se problematizar os estigmas sociais em relação às juventudes, observando produções de coletivos de comunicação audiovisual voltados para a periferia ou nelas situados, especialmente aqueles formados por jovens mulheres ativistas na cidade de São Paulo.

Palavras-chave: Cultura audiovisual. Coletivos juvenis. Mulheres ativistas. Reconhecimento. Resistência.

Rosana de Lima Soares é Professora livre docente no Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais e no Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP. É uma das coordenadoras do Midiato – Grupo de Estudos de Linguagem: Práticas Midiáticas e editora da revista Rumores – Revista de Comunicação, Linguagem e Mídias. Bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. Email: rolima@ups.br

20h30 – Maria Ribeiro do Valle

Marcuse frente aos protestos dos anos 60: a realização da Utopia

Resumo: Herbert Marcuse, que vivencia e examina os protestos dos 60, constata a retomada das utopias anticapitalistas do século XIX – particularmente a marxista. Ele volta a vislumbrar a inserção da cultura no plano da contradição, uma vez que, acompanhada das rebeliões da década de 60, ela volta a se tornar negativa frente ao existente. Na esteira da tradição hegeliano-marxista, Marcuse depara-se com a retomada da filosofia crítica como a negação do dado, necessária à realização do real racional. A dimensão negativa da cultura, até então eficaz e democraticamente contida, ressurge, naquela conjuntura, mudando a sua localização social e trazendo ao horizonte político a possibilidade da realização da utopia. A resistência parecia, assim, coincidir com o fim da utopia. Passados 50 anos, os textos de Marcuse escritos no pós-segunda guerra mundial parecem cada vez mais atuais, uma vez que naquela conjuntura o frankfurtiano constatava a ausência da crítica onde, portanto, a cultura passava a ser relegada a uma só dimensão. Qual seja, a que corrobora a irracionalidade do real e a impossibilidade de transformação do dado. Voltamos a viver, na contemporaneidade, a afirmação da cultura dominante e a ausência total da crítica, e portanto, da resistência? A utopia deixa de existir no horizonte ou há a possibilidade de que ela venha emergir se retomada a dimensão crítica inerente à própria Cultura?

Palavras-chave: Marcuse. Anos 60. Cultura. Utopia. Contemporaneidade.

Maria Ribeiro do Valle possui graduação em História pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Guaxupe (1993), graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1990), mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1997) e doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2002). Atualmente é professora livre-docente da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP – campus de Araraquara. Tem experiência na área de Sociologia, atuando principalmente nos seguintes temas: movimento estudantil, ditadura militar no Brasil, 1968: aspectos políticos, violência revolucionária e ditadura militar no Brasil; socialismo; liberalismo.

21h00 – Ana Luiza Coiro Moraes

O Materialismo Cultural de Raymond Williams

Resumo: A fala apresenta um breve mapeamento dos pressupostos epistemológicos dos Estudos Culturais e de sua inserção na área das ciências sociais: dos autores e obras seminais aos métodos e técnicas de investigação que vêm se consolidando nas práticas analíticas conduzidas sob sua orientação. Trata-se de uma linha de reflexão que, a partir dos padrões formadores desse campo, investiga, mais especificamente, o conceito de materialismo cultural de Raymond Williams como legatário do materialismo dialético.

Palavras-chave: Estudos Culturais; método dialético; materialismo dialético; materialismo cultural.

Ana Luiza Coiro Moraes possui graduação em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1978), especialização em Teoria do Jornalismo e Comunicação de Massa (1999), mestrado (2002) e doutorado (2008) em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e pós-doutorado (2013) em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal da Bahia. É Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação da Faculdade Cásper Líbero. É líder do grupo de pesquisa Estudos Culturais na Comunicação Contemporânea (ECCC), certificado no CNPq.

21h30 – Debate

22h00 – Encerramento

 

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17 de outubro – quinta-feira – tarde

 

Mesa 1

Mediação – Sandra Lucia Goulart

14h00 –  Giulia Garcia

TEMPO Y ESPETÁCULO: poética e processos comunicacionais no Teatro Oficina

Resumo: Por sua resistência à ditadura militar, pela interação com o público e pela longa duração das peças, o Teatro Oficina Uzyna Uzona ficou conhecido nacionalmente. A relação artistas-plateia e a noção de tempo permeada pelo ritual marcaram uma poética própria do grupo, que sobrevive até hoje. Esta pesquisa pretende refletir justamente sobre essa poética, focando nas montagens de Roda Viva em 1968, 2018 e 2019. As análises se darão a partir de dois pontos que parecem essenciais na composição do conceito Oficina: o tempo e a sociedade do espetáculo. Conversando Debord (1997), Hartog (2015), Crary (2013) e Ricoeur (2010), refletiremos se há no processo da companhia resistência à aceleração do tempo e à espetacularização da sociedade.

Palavras-chave Teatro. Comunicação. Tempo. Sociedade do Espetáculo. Teatro Oficina.

Giulia Garcia é graduanda em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, membro do Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo e possui formação técnica em Artes Dramáticas pelo Senac-SP. E-mail: giuliagarcia.souza@gmail.com

 

14h30 – Mei Hua Soares

Polifonias no teatro popular: reflexões sobre a peça “Bom Retiro, Meu Amor” do TUOV

Resumo: A partir dos processos criativos coletivos-colaborativos realizados durante a elaboração da peça Bom Retiro Meu Amor: Ópera-Samba, do Teatro Popular União e Olho Vivo (TUOV), pretende-se refletir a respeito da tessitura dramatúrgica feita a muitas mãos e sobre os diálogos pós-peça junto ao público. O aporte teórico se centra na concepção bakhtiniana de polifonia, no conceito benjaminiano de narrar a “história a contrapelo” e nos estudos sobre processos criativos e colaborativos de Antônio Araújo e Luís Alberto de Abreu.

Palavras-chaves:  dramaturgia; teatro de grupo; teatro popular; polifonia; processos coletivos e colaborativos

Currículo: Doutora e Mestra em Linguagem e Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP). Bacharel e Licenciada em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). É docente na graduação do curso de Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade e Propaganda) da Faculdade Cásper Líbero. É atriz, dramaturga e integrante do grupo Teatro Popular União e Olho Vivo. Desenvolve pesquisas relacionadas à educação, teatro, comunicação e linguagem, literatura marginal e periférica, ensino de literatura, práticas de leitura e escrita.

15h00 – Antonio Luiz Gonçalves Jr.

Cogitando sobre uma arte crítica: pensamento crítico em gesto

Resumo: A presente apresentação busca pensar sobre o que seria uma arte crítica a partir da experiência, como dramaturgista, em participar de processos de criação teatral. Especialmente, naqueles que envolvem o espaço da cidade como elemento fundamental do percurso criativo, assim como articulador da forma artística, também denominados como site-specific work. As experiências criativas dizem respeito a três espetáculos realizados pelo Teatro da Vertigem nas cidades de São Paulo, de Santiago, no Chile, e de Bruxelas, na Bélgica. Neles, o contexto socioespacial torna-se matéria prima da criação ao acionar campos de tensão entre conceitos implicando questões estéticas e políticas, por exemplo, espaço público e dissenso; arte e cinismo e a crítica da crítica; autonomia e heteronomia. A discussão considera também as ideias de crítica imanente e de forma formante a partir de Theodor Adorno e de Luigi Pareyson, respectivamente. Dessa maneira, o objetivo é problematizar a própria crítica que o trabalho artístico deseja efetuar, tendo em vista o processo contínuo de absorção e neutralização da crítica pela lógica da sociedade do espetáculo.

Palavras-chave: Arte crítica. Estética e política. Teatro contemporâneo. Sociedade do Espetáculo. Teatro da Vertigem

Antonio Luiz Gonçalves Jr. (Antonio Duran) é dramaturgista, diretor e ator. Doutor em artes cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e mestre em comunicação e mercado pela Faculdade Cásper Líbero. Pesquisador de estética contemporânea na Faculdade de Filosofia da USP, e da cultura na sociedade do espetáculo na Faculdade Cásper Líbero. É professor convidado na SP Escola de Teatro. Integra o grupo Teatro da Vertigem, desde 2011, tendo participado como dramaturgista e assessor teórico dos últimos projetos de criação.

15h30 – Debate

16h00 – Intervalo

16h05 – Ethel Shiraishi Pereira

Entre flores e vaga-lumes: um recorte da cultura e da resistência em Pasolini

Resumo: Para Pier Paolo Pasolini, a cultura era uma forma de resistência. Resistência ao que chamava de ‘verdadeiro fascismo’ ou ao que conhecemos como sociedade de consumo. De uma carta escrita em sua juventude, ficou a referência dos vaga-lumes para a produção, em 1975, do Artigo dos Vaga-Lumes, texto em que Pasolini faz uma crítica direta ao poder de unificação da mercadoria, analisado três décadas depois de sua publicação por Georges Didi-Huberman em seu livro Sobrevivência dos Vaga-Lumes. Este é o ponto de partida para um estudo sobre o pensamento de Pasolini.

Palavras-chave: Pier Paolo Pasolini; cultura; resistência; sociedade de consumo.

Ethel Shiraishi Pereira é Relações Públicas, Pós-Graduada em Administração e Organização de Eventos pelo SENAC, Mestre em Comunicação e Mercado pela Faculdade Cásper Líbero. Professora de Relações Públicas e membro do Grupo de Pesquisa no CNPQ Comunicação na Sociedade do Espetáculo da Cásper Líbero. Também atua como docente do MBA em Gastronomia e Gestão de Eventos e da Pós-Graduação em Comunicação Corporativa da Universidade Anhembi Morumbi e do Curso de Marketing Político e Propaganda Eleitoral da ECA-USP.

16h35 – Fabíola Ballarati Chechetto

Arte, história e mídia: o que comunicam as releituras de O Quarto Estado

Resumo: Refletindo sobre a produção e reprodução técnico-simbólica da arte como retrato dinâmico do fenômeno histórico, social e político, analisamos as reinterpretações geradas e espalhadas na mídia digital sobre o quadro O Quarto Estado de Giuseppe Pellizza da Volpedo. Elaborado por 10 anos e concluído em 1901, a obra documenta a reivindicação social da classe trabalhadora em sua época. Após quase 120 anos sobrevive na rede midiática em um fluxo de apropriações culturais ressignificadas. Observamos como os processos comunicacionais e reivindicatórios constroem identidades a partir de uma matriz imaginária comum para além do tempo e dos territórios.

Palavras-Chave: Comunicação. Arte e História. Identidade. Mentalidades. Imaginário.

Fabiola Ballarati Chechetto é mestranda em Comunicação na Faculdade Cásper Líbero (FCL) e participante do Grupo de Pesquisa Teorias e Processos da Comunicação (TEPCOM) sediado no PPGCom da FCL. Graduada em Língua e Cultura Italiana (ICoN, Itália) com TCC em Arqueologia Clássica. Graduada em Psicologia pela Universidade São Marcos (USM).

17h05 – Rafaella Piragini Fernandes

Moda como Cultura e Forma de Comunicação

Resumo: O objetivo deste trabalho é compreender e analisar a moda como parte integrante de uma cultura e como forma de comunicação. Para realizar essa tarefa, inicia-se por uma definição de cultura e pela identificação de moda como portadora de significados, símbolos e sentidos. Logo após, traça-se um breve percurso histórico cujo enfoque é justamente a moda em seu vínculo como questões mais amplas. Procura-se mostrar aqui como a moda, ao longo do tempo, nunca deixa de ser expressão dos sentidos que constituem e permeiam a vida em sociedade. Por fim, evidencia-se o caráter de veículo de mensagens mais diretas que a moda possui.

Palavras-chave: moda, cultura, forma de comunicação

Rafaella Piragini Fernandes é estudante de Relações Públicas na Faculdade Cásper Líbero, onde desenvolveu pesquisa de iniciação científica. É estudante de Alemão no Instituto Goethe.

17h35 – Debate

18h05 – Encerramento

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Mesa 2

Mediação – Gilberto da Silva

14h00 – Eduardo Vicente

Afirmação, resistência e alternativa: reflexões sobre a prática do podcasting no Brasil.

Resumo: A intenção da apresentação é refletir sobre o momento atual da prática do podcasting no Brasil considerando especialmente a forma como as produções têm atendido a diferentes demandas identitárias (étnicas, de gênero, locais), estão sendo utilizadas na defesa de causas sociais, políticas e ambientais e no âmbito do jornalismo alternativo. Através da apresentação de exemplos de produções nacionais e internacionais, pretende-se oferecer um cenário mais abrangente sobre essa modalidade de comunicação, considerando suas práticas de produção, possibilidades de financiamento, recursos de linguagem e formas de divulgação.

Palavras-chave: podcast, feminismo, jornalismo alternativo, afirmação identitária, linguagem radiofônica.

Eduardo Vicente: Professor Associado do Departamento de Cinema Rádio e TV e docente do PPG Meios e Processos Audiovisuais da ECA/USP. Coordenador do MidiaSon: Grupo de Estudos e Produção em Mídia Sonora, e produtor do podcast Nós, Mulheres Negras (https://soundcloud.com/user-384898475).

14h30 – Raphaella Magalhães Salomão

Gênero e Sexualidade na Sociedade do Espetáculo: o movimento feminista em “Amor & Sexo”

Resumo: Este artigo pretende analisar de que forma as pautas das vertentes do movimento feminista são abordadas no programa “Amor & Sexo”, da Rede Globo. Em um primeiro momento é feita uma contextualização das ondas feministas no Brasil e no mundo, seguida do histórico da Rede Globo na exibição de programas que tratam de gênero e sexualidade. O objeto escolhido para estudo foi o programa exibido no dia 6 de novembro de 2018, a partir do qual são analisadas as falas da apresentadora, os quadros e os relatos de convidados. O referencial teórico parte do conceito de sociedade do espetáculo de Guy Debord e se baseia na teoria feminista de Nancy Fraser. As autoras Heloisa Almeida, Suely Costa, Laura de Quadros e Helena Sousa fornecem o embasamento a respeito de gênero e sexualidade na mídia brasileira.

Palavras-chave: Feminismo. Rede Globo. Sociedade do espetáculo. Amor & Sexo.

Raphaella Magalhães Salomão é estudante de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, onde desenvolve pesquisa de iniciação científica.  É editora do site Her Campus Cásper Líbero.

15h00 – Ana Paula Santos

Indústria Cultural e Cinema Periférico na Contemporaneidade: uma análise do filme Roma

Resumo: Este trabalho apresenta uma análise do filme Roma, de Alfonso Cuarón, situando-a na dinâmica contemporânea da indústria cultural, o que envolve particularmente a noção de cinema periférico como produto, bem como o atual modelo de distribuição via plataforma streaming. As problemáticas da Teoria Crítica são abordadas ao longo da análise, por meio do tensionamento entre os conceitos formulados por Adorno e Horkheimer e a visão de Walter Benjamin. A análise aborda ainda uma possível dualidade estética presente na obra, que pode ser apreendida tanto no modo hollywoodiano quanto em uma perspectiva dialética.

Palavras-chave: Teoria Crítica. Indústria Cultural. Cinema Periférico. Streaming.

Ana Paula Santos é mestranda do Programa de Pós Graduação em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero e graduada em Jornalismo pela mesma instituição. Possui 12 anos de experiência em Comunicação Organizacional, atuando profissionalmente e conduzindo pesquisas nesta área.

15h30 – Debate

16h00 – Intervalo

16h05 – Vivyane Garbelini Cardoso

A presidenta está ausente: Representações do impeachment de Dilma Rousseff
no documentário O Processo

Resumo: Este artigo busca compreender de que maneira o documentário O Processo (2018) representa o impeachment sofrido pela ex-presidenta Dilma Rousseff. O quadro teórico ancora-se em Debord, no conceito de sociedade do espetáculo. Mobilizamos também os escritos de Holanda sobre autoria de mulheres e as formulações de Biroli sobre feminismos e atuação política. Dirigido por Maria Ramos, o longa possui temática única e repete imagens previamente transmitidas por canais de televisão. Rousseff aparece pouco nas cenas do filme e essa ausência da governante na tela pode ser relacionada com a falta que faz a democracia dentro e fora das salas de cinema.

Palavras-chave: Sociedade do Espetáculo. Documentário. Autoria feminina. O Processo.
Vivyane Garbelini Cardoso. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (2019). Aluna especial do mesmo programa (2018). Mestra em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero (2017) e jornalista graduada pela mesma instituição (2011). Pesquisa feminismos, audiovisual brasileiro, imprensa feminina e representações midiáticas de gêneros. Participa dos grupos de pesquisa Midiato e Comunicação e Sociedade do Espetáculo. Tem experiência profissional em produção de conteúdo para internet e na área de educação.

16h35 – Jennifer Serra

A Representação de Memórias Políticas Através da Animação

Resumo: Nos últimos anos, nota-se o crescimento do uso de imagens animadas para a representação da memória no cinema brasileiro e latino-americano. Nessas produções, o passado é tratado especialmente por meio de uma abordagem subjetiva de eventos políticos e sociais baseada no relato de experiências pessoais e histórias de vida. Nossa comunicação tem como proposta apresentar, através de uma análise crítica de filmes produzidos recentemente no país e no continente, como a adoção de animação para o trabalho com a memória pode ser uma ferramenta habilidosa para a revisão do passado e inclusão de novos atores na construção de memórias coletivas.

Palavras-chave: memória; memória coletiva; cinema de animação; cinema latino-americano; cinema brasileiro.

Jennifer Serra é pesquisadora de pós-doutorado em estudos de cinema e mídia da ECA/USP e professora do CAV – Centro de Audiovisual de São Bernardo do Campo. Integra os grupos de pesquisa MidiAto e Zootropo, ambos sediados na ECA/USP. Seus interesses de pesquisa incluem teoria da recepção, animação não ficcional e documentário contemporâneo. Atualmente, pesquisa a representação da memória em documentários animados brasileiros.

17h05 – Rosa  Maria Martins Silva

Menores em travessia: Entre traumas e resistência

Resumo: O objetivo deste trabalho é, a partir da pesquisa sobre a Representação de Menores Estrangeiros Não Acompanhados na notícia fotojornalística italiana, trazer para o debate o tema da resistência ou da resiliência, não obstante, ou após experiências traumáticas de migração que mantêm essas crianças e adolescentes suficientemente fortes para prosseguirem o caminho e se realizarem como pessoas sem perderem a própria identidade.

Palavras-chave: Menores. Migração. Fotojornalismo. Resistência. Memória. Identidade.

Rosa Maria Martins Silva é Mestra em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero, na linha de pesquisa “Jornalismo, Imagem e Entretenimento”. Licenciada em Filosofia pela Universidade Salesiana (UNISAL); em Teologia pelo Instituto São Boaventura de Roma; Licenciada em Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Diretora de redação e articulista da Revista Esperança. E-mail:  rosynhamartyns@gmail.com Este trabalho é realizado no escopo do grupo de pesquisa “Comunicação e Sociedade do Espetáculo.

17h35 – Debate

18h05 – Encerramento

17 de outubro – quinta-feira – noite

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Mesa 3

Mediação – Emerson Ike Coan

19h00 – Sandra Lucia Goulart

Estética, política e espetacularização de minorias: a presença indígena na arte contemporânea

 

Resumo: A Comunicação aborda o tema da presença indígena nos circuitos de arte contemporânea, enfocando casos que envolvem etnias do Brasil. A apresentação destacará, mais particularmente, alguns fenômenos artísticos ligados ao povo indígena Huni Kuin (Kaxinawá), do estado do Acre, como o coletivo MAHKU – Movimento dos Artistas Huni Kuin. Outro caso que envolve os Huni Kuin se refere à obra do artista brasileiro Ernesto Neto, o qual tem incluído elementos das tradições destes indígenas em suas produções mais recentes. Esta comunicação refletirá sobre os efeitos das relações e mediações entre este conhecido artista do cenário global da arte contemporânea e as perspectivas tradicionais (o pensamento) dos Huni Kuin. Em que medida e por quais modos a presença das produções, práticas e perspectivas destes indígenas é possível em espaços como museus? A atual presença indígena no cenário da arte contemporânea manifestaria uma expansão da visibilidade e legitimidade social destes indígenas ou uma espetacularização da sua cultura tradicional? O presente trabalho contou com uma  metodologia e viés antropológicos voltados a temas da comunicação.

 

Palavras-chave: Huni-Kuin; Kaxinawá; Arte-Indígena; Artivismo; Espetacularização.

 

Sandra Lucia Goulart é Antropóloga, Professora da Faculdade Cásper Líbero (SP), e Doutora em Ciências Sociais (Unicamp). Participa, também, do Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, vinculado ao programa de pós-graduação e mestrado da Faculdade Cásper Líbero. E-mail: sluciagoulart@gmail.com

 

19h30 – Silchya Rodrigues

Funk e Feminismo: Tati Quebra Barraco e MC Carol

Resumo: Este artigo pretende analisar a partir de discurso e imagem o videoclipe Mamãe da Putaria, do coletivo de funk Heavy Baile e das funkeiras Tati Quebra Barraco e MC Carol, no canal Heavy Baile. Este trabalho usa como base para a análise o procedimento do desvio, visto no livro A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord (1997), que se trata da possibilidade de uma crítica da sociedade do espetáculo  feita com a utilização de elementos desta mesma sociedade. Sumariamente, o desvio consiste na inversão de narrativas e relações pré-estabelecidas. Em músicas do gênero Funk Carioca é esperado que as mulheres sejam situadas como inferiores e subservientes aos homens, todavia acontece um desvio neste imaginário machista durante a obra.

Palavras-chave: Feminismo. Funk. Identidade de Gênero. Desvio. Sociedade do Espetáculo.

 

Silchya Rodrigues é estudante de jornalismo na Faculdade Cásper Libero, onde desenvolve pesquisa de iniciação científica.

 

 

20h00 – Lucia Dias

O Espetáculo na Construção da Celebridade Anitta

Resumo: Os estudos contemporâneos de comunicação apoiam-se nos conceitos de Espetacularização e Celebritização. A celebritização está relacionada ao Espetáculo, no momento em que se procura construir a imagem do artista com foco na espetacularização de seu universo pessoal em uma sociedade baseada no entretenimento. Baseando-se nos conceitos de Celebritização (MORIN, 1991), somados aos de Espetáculo (DEBORD, 1997), ancorados nas pesquisas sobre a Cultura do Entretenimento (LLOSA, 2013), procura-se nesta pesquisa analisar as principais estratégias midiáticas de projeção que envolveram a cantora brasileira Anitta nos anos de 2013 a 2015.

Palavras-chave: Espetacularização. Celebritização. Música. Anitta.

Lucia Dias é Doutora e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade Paulista, como bolsista Capes. Possui especialização em Comunicação e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e Design Instrucional pela Universidade Federal de Itajubá. É graduada em Comunicação Visual (Design) pela Fundação Armando Álvares Penteado. Atua como professora universitária desde 1992. Atua como pesquisadora associada ao Centro de Ciências Humanas e da Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina. Está vinculada ao Centro de Estudos em Música e Mídia da Universidade Paulista e ao Grupo Mídia, Cultura e Memória da Universidade Paulista, com Pesquisa sobre as Revistas de Rádio pioneiras no Brasil. Desenvolve pesquisas sobre a Espetacularização em parceria com o Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo da Faculdade Cásper Líbero de São Paulo.

 

20h30 – Marlise Borges

O Neoliberalismo e a Indústria cultural na música brasileira dos séculos XX e XXI

 

Resumo: O Neoliberalismo, como ideologia do capitalismo que propõe uma sociedade a partir da mercantilização em diversos setores da vida, conseguiu fincar os seus tentáculos, também, na arte e na cultura brasileira. Sendo assim, a economia neoliberal passou a fazer parte, a partir da década de 1990 (na virada do século XX para o XXI) dos movimentos, estilos e práticas musicais, consolidando assim uma lógica mercadológica na música brasileira. As artes (e aqui vamos tratar mais especificamente da música) passaram a ser mais (amplamente) subordinadas aos domínios econômicos, oferecendo contribuições importantes para a expansão do (novamente ele) capital. Neste artigo, queremos abordar a música brasileira (e seus  ritmos massivos) pelo lado de dentro da indústria cultural. Pesquisar, analisar e descrever o funcionamento da cadeia produtiva de cada um destes ritmos e quais os efeitos produzidos pelo neoliberalismo na arte e na cultura, principalmente na música brasileira.

Marlise Borges é Doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontificia Universidade  Católica de São Paulo e pós-doutorado em Comunicação, pela Faculdade Cásper Líbero – SP.  Mestre em Comunicação e Semiótica, também pela PUC/SP, onde desenvolveu pesquisa em Comunicação e Cultura. Possui cursos de Pós-graduação em “Arte-educação” e “Língua Portuguesa e Análise Literária”, ambos pela Universidade do Estado do Pará (UEPA). Graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará (UFPA) nas habilitações de Jornalismo e Publicidade e Propaganda.

21h00 – Debate

21h30 – Encerramento

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Mesa 4

Mediação – Ethel Shiarishi Pereira

19h00 – Fábio Cardoso Marques

Construção e Desconstrução de Identidades Socioculturais: o nacional-popular e o neoliberalismo

Resumo: Identidades socioculturais em disputa: o popular-nacional brasileiro. As perspectivas marxista e reformista (Celso Furtado) da formação ou descaracterização das identidades socioculturais. Algumas expressões culturais. O avanço da dominação ideológica da indústria cultural na construção de um mercado consumidor e a descaraterização de identidades de classe. Expressões de resistência democrática contra o domínio autoritário, ontem e hoje. A hegemonia da sociedade do espetáculo na configuração neoliberal da dimensão sociocultural. Possibilidades de resistência e novas identidades socioculturais.

Palavras-chave: Identidades. Classes. Cultura. Resistência. Espetáculo.

Fábio Cardoso Marques é Mestre pela Cásper Líbero, em 2004, com um estudo comparativo sobre as coberturas das três primeiras edições do Fórum Social Mundial, feitas pela grande imprensa e pela imprensa alternativa. Publicou: “Uma reflexão sobre a espetacularização da imprensa”, em “Comunicação e sociedade do espetáculo”, (org.) Cláudio N.P.Coelho e Valdir José de Castro, Editora Paulus, 2006; “As possibilidades do pensamento e ação transformadores na sociedade do espetáculo”, Revista Estudos de Sociologia, nº 30, da Unesp/Araraquara, 2011.

19h30 – Luciano Feltrin Correia

Resistência em revista: humor, defesa dos Direitos Humanos e crítica ao neoliberalismo, as armas de Carta Capital e Piauí em meio às novas guerras culturais

Resumo: A pesquisa tem como foco investigar que formas e quais recursos estéticos e editoriais a semanal Carta Capital e a mensal Piauí têm utilizado para se posicionar, de maneira crítica e enfática, contra o governo de Jair Bolsonaro. O trabalho utilizará, entre outros, artigos de Pablo Ortellado, publicados na Folha de S Paulo, que aborda as atuais narrativas culturais propriamente ditas, além de outros textos de autores contemporâneos, como Richard Sennett, David Runciman, Yascha Mounk e Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, que nos fornecem elementos para debater e estabelecer conexões entre democracia, capitalismo e cultura.

Palavras-chave: Cultura. Carta Capital. Piauí. Guerra cultural. Neoliberalismo

Luciano Feltrin Correia é jornalista e mestre pela Cásper Líbero. Especializou-se em Economia, Negócios e Finanças. Atuou como repórter e editor em diversos jornais do segmento, como DCI, Gazeta Mercantil e Brasil Econômico. Lecionou na PUC-SP e na Universidade São JudasTadeu.

20h00 – Vanderlei de Castro Ezequiel

Não é confronto! Em torno da cultura da violência contra os movimentos sociais 

Resumo: O objetivo deste trabalho foi verificar como a imprensa organiza a argumentação entre diferentes posições-sujeito materializadas no discurso sobre a violência policial contra o movimento estudantil. Foram analisadas matérias jornalísticas sobre as ocupações de escolas realizadas pelos secundaristas paulistas em 2015. No corpus foram identificadas designações que indicam violações de direitos praticadas pelos policiais contra os estudantes. Constatou-se que a designação confronto remete à posição-sujeito do governo estadual, e indica o discurso da imprensa no processo de naturalização da cultura da violência contra os movimentos sociais.

Palavras-chave: Cultura da violência. Questão Social. Movimento Estudantil. Imprensa. Direitos Humanos.

Vanderlei de Castro Ezequiel é doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP; Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero; Membro do Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo – CNPq. E-mail: vander.ce@gmail.com

20h30 – Gilberto da Silva

Utopia e distopia: pequenas considerações sobre liberdade, felicidade, alienação e resistência na ficção científica

Resumo: Entendemos que a ficção científica pode se constituir num elemento de reflexão sobre o presente, passado, futuro e, a partir da utopia ou da distopia estabelecermos uma conexão entre alguns conceitos como felicidade e liberdade. Dessa forma, à luz da teoria crítica, nos utilizamos de autores como Fredric Jameson, Herbert Marcuse, Adorno e Horkheimer para refletir sobre questões e conceitos que perpassam as obras do gênero, tais como: alienação, verdade, ódio e tolerância, resistência e libertação.

Palavras-chave: Utopia; Distopia; Sociedade do espetáculo, teoria crítica, totalitarismo; ficção científica.

Gilberto da Silva é formado em sociologia pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e jornalismo pela Faculdade Alcântara Machado/FIAM, mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero e pesquisador do grupo Comunicação e Sociedade do Espetáculo na linha de pesquisa A Teoria Crítica e a Comunicação na Sociedade do Espetáculo organizado pela Cásper Líbero. É um dos organizadores do livro A Sociedade do espetáculo -Debord, 50 anos depois (Appris, 2018).  É Analista de Ordenamento territorial da Prefeitura de São Paulo. Foi professor do ensino secundário e universitário e edita a revista virtual P@rtes (www.partes.com.br).

21h00 – Debate

21h30 – Encerramento

 

18 de outubro – sexta-feira – tarde

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Mesa 5

Mediação – Vivyane Garbelini Cardoso

14h00 – Bianca Quartiero

A espetacularização midiática dos massacres de Realengo e Suzano

Resumo: O trabalho aqui apresentado tem como objetivo fazer uma análise comparativa entre dois massacres no Brasil; o caso de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, e o caso mais recente em Suzano, na grande São Paulo. O objeto principal de estudo será a cobertura que o Jornal Nacional, da Rede Globo, fez sobre os dois casos. Os principais teóricos que serão trabalhados são: Eugênio Bucci, Guy Debord e Pierre Bourdieu. Como uma segunda parte da pesquisa também está previsto uma série de quatro entrevistas com personagens que participaram, de forma direta ou indireta, com o objetivo de fazer um contraponto entre a memória e a cobertura midiática.

Palavras chaves:  Massacres, Suzano, Realengo, Jornal Nacional, memória

Bianca Quartiero é aluna do curso de graduação em jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, onde desenvolve pesquisa de iniciação científica.

14h30 – Jennifer Lucchesi

Uma leitura do espetáculo no jornalismo a partir do tabloide Super Notícia

Resumo: O trabalho, que faz parte de uma pesquisa mais ampla em desenvolvimento, propõe compreender o que configura uma informação jornalística espetacularizada, utilizando-se do jornal popular Super Notícia como objeto de estudo. A metodologia adotada é a análise de conteúdo. Medina (1982, 1996, 2002, 2003) e Debord (2017) oferecem o suporte teórico para essa reflexão. Para um diálogo entre os autores, parte-se do entendimento do jornalismo como uma prática social, humana e coletiva, capaz de observar e interpretar a realidade em seus diversos contextos econômico, político e sociocultural, enquanto o espetáculo aponta para a fragmentação, a superficialidade e a extravagância dos meios de comunicação.

Palavras-chave: Jornalismo. Espetáculo. Informação espetacularizada. Jornal Super Notícia.

Jennifer Lucchesi é mestranda do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba (Uniso), com orientação da Profa. Dra. Mara Rovida. Bolsista integral da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Graduada em Jornalismo pela Uniso. E-mail: jenniferlucchesi@hotmail.com.

15h00 – Ivan Paganotti e Rodrigo  Pelegrini Ratier

“Vaza, Falsiane!” – alcance e limites entre pesquisa, ensino e extensão em parceria com iniciativa privada

Resumo: Em um debate público preocupado com a propagação de notícias falsas, esta pesquisa discute como o curso “Vaza, Falsiane!”, uma iniciativa de letramento midiático para combate à desinformação, procurou unir elementos do tripé universitário (pesquisa, ensino e extensão) em proposta com apoio de empresa privada (a rede social Facebook). Será avaliado como as habilidades do campo jornalístico podem se unir à pesquisa acadêmica em uma proposta educativa que pretende levar os conhecimentos discutidos nesse campo profissional e na universidade para o público geral, ocupando o espaço em que a desinformação se dissemina nas redes sociais.

Palavras-chave: Fake News. Desinformação. Educomunicação.

Ivan Paganotti é docente do Mestrado Profissional em Jornalismo FIAM-FAAM. Doutor em ciências da comunicação pela USP, com estágio doutoral na Universidade do Minho (Portugal/bolsa Capes), pesquisador do Midiato-USP e co-criador do site Vaza, Falsiane!.

Rodrigo Pelegrini Ratier é  docente do curso de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero. Doutor em educação pela USP, com estágio doutoral na Université Lumière Lyon 2 (França/bolsa Capes) e co-criador do site Vaza, Falsiane!.

15h30 – Debate

16h00 – Intervalo

16h05 – Marcelo Bechara S. N. Frange

Os Desafios do Rock Nacional na Sociedade do Espetáculo

Resumo: O presente artigo discute os desafios em que as bandas de rock nacionais enfrentam para divulgar os próprios trabalhos nos dias atuais, em que já não fazem parte dos principais conteúdos consumidos pela mídia tradicional. Através dos conceitos teóricos de Sociedade do Espetáculo, do francês Guy Debord, a pesquisa consiste em compreender quais os caminhos que o rock nacional utiliza para quebrar barreiras e conquistar um espaço que já foi muito maior na música brasileira. Para essa primeira etapa, o artigo observará a divulgação não somente nos novos meios digitais, mas websites específicos destinados ao rock nacional.

Palavras chave: Sociedade do Espetáculo. Música. Rock Nacional. Internet. Comunicação

Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero e graduado em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda –, pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Tem passagens pela Confederação Brasileira de Tênis e ESPN Brasil. Trabalhou na Copa do Mundo de Futebol de 2014 e nas Olimpíadas do Rio, em 2016. É autor dos livros A Produção do Jornalismo Esportivo na Internet e Caiu Na Rede é Papagaio (e outras histórias de quem não voa). Atualmente, trabalha com YouTube, games e entretenimento.

16h35 – Emerson Ike Coan

A atualidade das canções críticas do Clube da Esquina à ditadura militar: tempo espetacular, rememoração e resistência

Resumo. Esta pesquisa pretende situar o Clube da Esquina como produtor cultural de canções críticas à ditadura militar nos anos 1970 e examinar, de conformidade com o conceito de “rememoração” de Walter Benjamin, a validade delas no momento atual como resistência à produção ativa da amnésia social sobre esse regime, no contexto do tempo espetacular, como conceituado por Guy Debord.

Palavras-chave: MPB. Clube da Esquina. Ditadura militar. Sociedade do espetáculo. Rememoração. Resistência.

Emerson Ike Coan é mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero (FCL), onde é membro do Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo. Mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). emersonike@hotmail.com

17h05 Fernando Gonzalez

Os Cursos de Darmstadt e a utilização da música como arma política

Resumo: O objetivo deste artigo é recuperar um momento da história no qual a música foi utilizada declaradamente como arma estética em uma disputa política, os Cursos Internacionais de Verão para Nova Música, realizados na cidade alemã de Darmstadt após o fim da Segunda Guerra Mundial. Buscamos detalhar a maneira pela qual se deram esses embates, que objetivavam direcionar a produção cultural para a disseminação e implementação de uma proposta ideológica, com base na compreensão da existência de uma forte ligação entre política e estética, assim como do papel desempenhado pela música como fenômeno comunicacional.

Palavras-chave: Comunicação. Música. Política, Estética. Darmstadt

Fernando Gonzalez possui graduação em Jornalismo (2011) e Mestrado em Comunicação (2017) pela Faculdade Cásper Líbero,  sob orientação do professor Dr. Luís Mauro Sá Martino, e atualmente desenvolve pesquisa de doutoramento no Programa de Pós-gradução em Comunicação e Práticas de Consumo da Escola Superior de Propaganda e Marketing, sob orientação da professora Dra. Rosamaria Luiza de Melo Rocha. Pesquisa comunicação e consumo, música, estética e cultura.

17h35 – Debate

18h05 – Encerramento

 

Mesa 6

Mediação: Fábio Cardoso Marques

14h00 – Raphael Brito Faustino

Política Pública de Fomento ao Audiovisual no Brasil:Uma análise sobre a Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo (SPCine)

Resumo: O presente trabalho pretende analisar criticamente as políticas públicas desenvolvidas para o setor audiovisual no Brasil no período 1990-2019. O marco teórico definido pela Economia Política da Comunicação visa interpretar as relações entre Estado, mercado, sociedade e mídia, em especial através das análises de seus atores, instituições e ideias.  Assim, esta pesquisa busca analisar os impactos institucionais e econômicos das políticas de fomento desenvolvidas pelo Governo Federal, com o intuito de apontar seus avanços e limites para a estruturação do setor audiovisual no Brasil. Neste sentido, a pesquisa busca interpretar a política local de fomento audiovisual a partir da cidade de São Paulo, em especial através da análise dos programas desenvolvidos com a criação da Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo (SPCine), no ano de 2013.

Palavras-chave: Políticas Públicas. Mercado Audiovisual. Economia Criativa. SPCine

Raphael Brito Faustino possui graduação (2008) em Ciências Econômicas e mestrado (2014) em Desenvolvimento Econômico ambos pela Universidade Estadual de Campinas e atualmente é doutorando da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Atualmente, é docente da Faculdade Cásper Líbero (SP) e responsável pela disciplina de Economia do Audiovisual no curso de Rádio, TV e Internet da mesma instituição. Também na Faculdade Cásper Líbero, é pesquisador do Centro Interdisciplinar de Pesquisa, onde realiza pesquisas sobre o mercado e as políticas públicas do setor audiovisual.

14h30 – Rosemary Segurado; Mariana Zanata Thibes; Tathiana Chicarino e Natasha Bachini

Ação coletiva no Brasil: linhas de fuga versus absorção neoliberal

Resumo: A presente proposta de comunicação traz uma análise sobre a estrutura e a forma de organização de coletivos de ação cultural como uma forma de resistência à dominação do neoliberalismo, na medida em que o horizontalismo, as cooperativas e as partilhas são formas democráticas e mais igualitárias de organização que vão contra tanto às organizações corporativas quanto às partidárias. Trata-se de uma análise que explicita os desafios encontrados por esses grupos e os esforços para a sustentação de suas práticas tendo como orientação teórico-metodológica a tipologia da ação coletiva, um modelo que emerge com o ciclo de protestos iniciado em 2008 e que ganha contornos mais nítidos no Brasil de 2013. Nosso substrato empírico virá da pesquisa de campo realizada com coletivos de São Paulo, Bahia, Maranhão, Rio Grande do Sul, Ceará e Mato Grosso do Sul. Nas entrevistas foram abordadas questões sobre a trajetória, a estrutura e a organização do movimento, a concepção da ação política/coletiva, o papel da liderança e formas de comunicação.

Palavras-chave: Coletivos. Ação política. Ação Cultural. Liderança

Rosemary Segurado é Doutora em Ciências Sociais (Ciência Política) pela PUCSP.

Pós-doutorado em Comunicação Política pela Universidade Rey Juan Carlos de Madrid.

Professora do Programa de Estudos Pós-graduados em Ciências Sociais da PUCSP.

Pesquisadora do NEAMP/PUCSP.Editora da Revista Aurora

Mariana Zanata Thibes é Doutora em Sociologia pela USP, com estágio na NYU

Pós-doutorado em ciências sociais pela UFABC e pesquisadora de pós-doutorado do NEAMP PUC/SP, com auxílio FAPESP.

Tathiana Chicarino é Cientista Política. Doutoranda em Ciências Sociais pela PUC/SP

Professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Pesquisadora do NEAMP PUC/SP. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa “Comunicação e Sociedade do Espetáculo” da Casper Líbero. Editora da Revista Aurora.

Natasha Bachini é doutoranda em Sociologia no IESP-UERJ, mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP. Pesquisadora associada do Núcleo de Estudos de Teoria Social e América Latina (NETSAL-IESP), do Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública (LEMEP-IESP) e do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (NEAMP-PUCSP)

Professora da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP) e da Faculdade Capital Federal (FECAF). Coordenadora do projeto M Facebook (www.manchetometro.com.br)

15h00 – Márcia Eliane Rosa

Imagem e experimento de intervenção artística no projeto social Anjo da Guarda

Resumo: Este trabalho é o relato de experiência de um projeto de intervenção urbana e artística que foi realizado no espaço do projeto social Anjo da Guarda, na cidade de São Carlos- SP. A proposta foi elaborada com o objetivo de contribuir para o entendimento dos modos de articulação da “Imagem” na contemporaneidade e refletir sobre os processos e práticas contemporâneas que levam em conta hibridismos técnicos e estruturas relacionais. O trabalho faz parte da disciplina LINGUAGENS POÉTICAS: A “IMAGEM” CONTEMPORÂNEA do curso de mestrado do PPG Linguagens, Mídia e Arte da PUC-Campinas.

Palavras-chave: Imagem. Intervenção artística. Espaços urbanos

Márcia Eliane Rosa é professora no Programa de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-CAMPINAS), integra o corpo docente permanente do curso de Mestrado em Linguagens, Mídia e Arte. Doutora pelo PPGCOM da USP, mestre em Comunicação Social pela FCL e membro do Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo. E-mail: marcia.rosa@puc-campinas.edu.br

15h30 – Debate

16h00 – Intervalo

16h05 – Tathiana Chicarino; Natália Negretti e Rosemary Segurado

Grafias de Vertigem: política e emoções

Resumo: O documentário “Democracia em Vertigem” de Petra Costa retrata um momento histórico com desdobramentos vívidos em nosso cotidiano político e em nossas formas de sociabilidade. Assim, a proposta dessa comunicação é apresentar análises pertinentes aos referenciais teórico-metodológicos da Antropologia e da Ciência Política. A partir da Ciência Política traremos os processos políticos subsumidos em disputas conjunturais e associados a estruturas de poder. Sob e sobre relações de poder ainda, a partir da Antropologia, nos interessa tratar das emoções ao mirar o documentário por meio dos eixos biografia, geração e memória frente ao cenário político.

Palavras-chave: Democracia em vertigem. Poder. Biografia. Geração. Memória

Tathiana Chicarino é Cientista Política. Doutoranda em Ciências Sociais pela PUC/SP

Professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Pesquisadora do NEAMP PUC/SP. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa “Comunicação e Sociedade do Espetáculo” da Casper Líbero. Editora da Revista Aurora.

Natalia Negretti  é Antropóloga. Doutoranda em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pela área temática Estudos de Gênero. Possui curso de extensão em Gerontologia e Serviço Social pela UNIFESP.

Rosemary Segurado é Cientista Política. Pós-doutorado em Comunicação Política pela Universidade Rey Juan Carlos de Madrid. Doutora em Ciências Sociais (Ciência Política) pela PUCSP. Professora do Programa de Estudos Pós-graduados em Ciências Sociais da PUCSP. Pesquisadora do NEAMP/PUCSP. Editora da Revista Aurora.

 16h35 – Rodrigo Pelegrini Ratier

Mídia e nova direita: Uma análise da oferta de conteúdo midiático em grupos bolsonaristas de Whatsapp

Resumo: As eleições de 2018 marcam, de forma definitiva, a importância do WhatsApp como plataforma para a produção e difusão de informações e opiniões políticas. Com a apresentação dos resultados parciais da presente pesquisa, busca-se delinear a configuração e as principais dinâmicas de uma rede de grupos públicos identificados com a direita, em especial com o presidente Jair Bolsonaro. Entre os dias 1º e 20 de junho de 2019, foram considerados 31 grupos, com um total 3.261 usuários e 63.709 mensagens. A análise aponta que i) a rede de grupos de direita segue em expansão mesmo após o período eleitoral; ii) um grupo restrito de usuários concentra boa parte das atividades de manutenção e expansão da rede; iii) com o recurso de grupos públicos, o WhatsApp se distancia de seu paradigma presumido de comunicação um a um, apresentando características de comunicação grupal com grau relevante de centralização.

Palavras-chave: Eleições. Direita. Whatsapp. Desinformação. Redes

Rodrigo Pelegrini Ratier é  docente do curso de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero. Doutor em educação pela USP, com estágio doutoral na Université Lumière Lyon 2 (França/bolsa Capes) e co-criador do site Vaza, Falsiane!.

17h05 – Patrícia Midões de Matos

O Supremo Tribunal Federal: Esse outro Espetacularizado 

Resumo: Nessa análise investigamos a imagem na mídia da Ministra Carmem Lúcia, e os discurso que a acompanham enquanto pessoa midiática, desde a sua eleição ao Supremo Tribunal Federal até sua posse como Presidente da Corte. Indicada ao STF pelo presidente Lula em 2006, em 2016 foi eleita a Presidente da Suprema Corte e assumi, também o Conselho Nacional de Justiça. Dentro desse período, com matérias que divulgam e acompanham notícias relacionadas ao Supremo em questão, abrimos espaço para discussão dessa imagem como divulgação simbólica de fatos e conteúdos e a possível construção de uma figura mítica, e desenvolvermos uma reflexão sobre as características que descrevem ou constroem sua identidade. Dialeticamente intuímos debater sobre a sociedade contemporânea descrita por Debord como a Sociedade do Espetáculo e a sua interação com ideologias, cultura e política.

Palavras-chave:  Sociedade do Espetáculo. Análise do Discurso. Imagem. Mídia. Comunicação.

Patricia Midões de Matos é mestranda em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero – Linha de Pesquisa: Jornalismo, Imagem e Entretenimento. Especialista em Ciências Humanas pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS). Graduada em Letras e Pedagogia. Atua como docente a mais de vinte anos. Experiência no Ensino Superior nos Cursos de Pós-Graduação da Universidade Santo Amaro (UNISA). Trabalha na Escola de Educação Permanente do Hospital das Clinicas – HCFMUSP. Membro do Grupo de Trabalho – Comunicação e Sociedade do Espetáculo da Faculdade Cásper Líbero coordenado pelo prof. Dr. Cláudio Novaes Pinto Coelho.

17h35 – Debate

18h05 – Encerramento

 

 

18 de outubro – sexta-feira – noite

 

Mesa de Encerramento do Seminário

Mediação – Tathiana Chicarino

19h00 – Dulcilia Buitoni

Brincar é resistência cultural e política 

Resumo: A resistência cultural entendida como defesa da identidade e da vida. A constituição de modelos sociais abertos pode ser iniciada desde quando uma criança é introduzida num ambiente educacional, pois as raízes de “estar no mundo” com consciência e alteridade já estão se formando. Pensamos na educação infantil como forma de resistência à indústria educacional. Ela é resistência enquanto preserva a identidade da experiência do brincar e enquanto trabalha com um tempo diferente do que se observa em nossa sociedade midiatizada e espetacular. A educação infantil não pode trabalhar em condições de fragmentação. Não pode ter pressa e nem ser treinamento.

Palavras-chave: resistência cultural; educação infantil; indústria educacional; tempo vivido

Dulcilia Buitoni possui graduação em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (1970), graduação em Direito pela Universidade de São Paulo (1970), mestrado em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (1977) e doutorado em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (1980) e livre-docência em Jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP (1986). Jornalista profissional, trabalhou na mídia impressa, com maior atuação em revistas, principalmente na Editora Abril. Foi professora da ECA-USP desde 1972.Foi professora visitante na Faculdad de Ciencias de la Comunicación da Universidad Autònoma de Barcelona, Espanha, em 1993 e 2000. Foi professora permanente do Programa de Mestrado Comunicação na Contemporaneidade da Faculdade Cásper Líbero, São Paulo/SP, de 2006 a dezembro de 2015, onde fundou (2006) e coordenou o Grupo de Pesquisa – Comunicação e Cultura Visual. É autora de Mulher de Papel: a representação da mulher pela imprensa feminina brasileira (São Paulo: Summus, 2009), Fotografia e Jornalismo a informação pela imagem (São Paulo: Saraiva, 2011), De volta ao quintal mágico (São Paulo: Ágora, 2006, 2ª ed. 2014), co-organizadora de A Cidade e a Imagem (São Paulo: In House, 2013) e organizadora de Jornalismo em tempo de transformação: desafios de produção e ação (Porto Alegre: Sulina, 2018

19h30 – Juliana Doretto

‘A gente quer aparecer’: adolescentes e canais alternativos de informação

Resumo: Num cenário comunicativo em que o jornalismo dito industrial deixa de produzir veículos destinados aos públicos mais jovens, com o fechamento de revistas e suplementos, os adolescentes procuram encontrar novos canais de expressão e representatividade, por meio de canais de YouTube e páginas nas redes sociais, desenvolvidas por jovens adultos. Essas plataformas os ajudam a entender melhor o mundo em que vivem e a se informar em assuntos de seu interesse, ainda que reconheçam as limitações desse tipo de produção comunicativa e que deixem claro sua necessidade de ver a representação dos mais novos ampliada e diversificada.

Palavras-chave: adolescência, jornalismo, representação

Juliana Doretto é Doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, na área de Estudo dos Media e do Jornalismo (2016; bolsa Capes; titulo reconhecido pela Universidade de São Paulo). Mestre em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo (2010; bolsa CNPq). Possui graduação em Comunicação Social – Jornalismo, também pela Universidade de São Paulo (2002). Professora dos cursos de comunicação do Centro Universitário FAM. Foi professora do Programa de Mestrado Profissional em Jornalismo e da graduação em jornalismo do Fiam-Faam Centro Universitário em 2017 e 2018.

20h00 – Mara Rovida

Jornalismo das periferias: a resistência pelo diálogo social solidário nas bordas urbanas da RMSP

Resumo: O jornalismo produzido pelas, para e sobre as periferias da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) revela a efervescência de um fenômeno comunicacional observado em várias partes do Brasil. Em particular, os sujeitos e cenários desta pesquisa indicam a produção de sentidos e ressignificação de territórios anteriormente vinculados exclusivamente a narrativas de pobreza e violência. Mais do que uma alternativa a visões hegemônicas, essas produções revelam outro enquadramento que parece resistir às leituras padronizadas sobre as periferias. Este trabalho apresenta uma primeira etapa de uma pesquisa ainda em desenvolvimento e apoiada pela Fapesp.

Palavras-chave: Jornalismo. Periferia. Territórios urbanos. Geografias da comunicação.

Mara Rovida é docente do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba, doutora em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, mestre em Comunicação Social pela FCL e membro do Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo desde 2009 e também do MidCid (Midia, Cidade e Práticas Socioculturais) da Universidade de Sorocaba (UNISO).

20h30 – Marli dos Santos

Práticas da mídia independente e/ou alternativa na contemporaneidade para a emancipação social

Resumo: Esta pesquisa é recorte de um projeto mais amplo, “Produção e circulação de conteúdo no jornalismo do século XXI”, realizada com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (FAPESP), que inclui estudos sobre as práticas jornalísticas na mídia alternativa e/ou independente. A imprensa alternativa foi uma marca da resistência durante a ditadura militar, transformando jornalistas em revolucionários. Desde o jornalismo idealista, que surge com a revolução burguesa, até os dias atuais, com a imprensa independente e/ou alternativa, a imagem de profissionais e de veículos que atuaram nas trincheiras da democracia permanece como o símbolo de uma prática jornalística que é sinônimo de bom jornalismo. Nesse sentido, alguns arranjos profissionais contemporâneos emergiram especialmente na segunda década do século 21, buscando suprir as demandas sociais com uma cobertura mais aprofundada, com práticas de investigação, e mais especializada, com temáticas como meio ambiente, com vistas à emancipação social. Neste trabalho vamos apresentar duas experiências na mídia alternativa e/ou independente, que representam a busca por um jornalismo para a emancipação social e que contemplam as características do werbjornalismo: a Pública e o Brasil de Fato. O objetivo é verificar as percepções dos jornalistas sobre suas práticas em mídias não hegemônicas. O estudo foi realizado por meio de entrevistas semiestruturadas com jornalistas que atuam nesses veículos, além de observações dos respectivos sites, abrangendo a multimidialidade, interatividade e hipertextualidade.

Palavras-chave: Jornalismo independente e/ou alternativo. Webjornalismo. Práticas jornalísticas contemporâneas

Marli dos Santos é Doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (2004) e mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (1998). Graduada em Comunicação Social, habilitação em Publicidade e Propaganda (1979) e Jornalismo (1989) pela UMESP. Atualmente realiza estágio pós-doutoral na Universidade Federal de Goiás, UFG. É docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero, linha de pesquisa Jornalismo, Imagem e Entretenimento. Líder do Grupo de Pesquisa Jornalismo contemporâneo: práticas para emancipação social na cultura tecnológica. Coordenadora do GT Estudios sobre periodismo da ALAIC – Associación Latinoamerica de Investigadores de Comunicación e vice-coordenadora do GT Gêneros Jornalísticos, da INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. É pesquisadora FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo

 

21h00 Cláudio N.P.Coelho

Cultura e Resistência em Dois Tempos: da Modernidade à Pós-Modernidade

Resumo: Produção cultural no período da ditadura militar e na contemporaneidade. Análise Comparativa. Duas fases da sociedade capitalista no contexto mundial e brasileiro. A Grande Mídia e a Mídia Alternativa na ditadura e hoje.  Relação estética/política. A questão da disputa  por hegemonia. O significado da resistência.

Palavras-chave: Produção Cultural. Resistência. Ditadura. Contemporaneidade.

Cláudio N.P. Coelho é Mestre em Antropologia Social pela UNICAMP e Doutor em Sociologia pela USP. Docente do PPGCOM da Cásper Líbero e Coordenador do Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo.

21h30 – Debate

22h00 – Encerramento

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Categorias:Comunicação, comunicação, Cultura, Notícias

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