Lava Jato SP: MPF denuncia Paulo Vieira de Souza e mais 9 por corrupção e lavagem de dinheiro

Ex-executivo da Dersa cobrou propina no Rodoanel Sul e no Sistema Viário e remeteu o dinheiro para a Suíça; denúncia é recebida e processo é aberto pela 6ª Vara Criminal Federal

A Força Tarefa da Lava Jato em São Paulo denunciou o ex-diretor de engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, o operador exigiu, entre 2007 e 2010, propina de 0,75% a 5% do valor medido nas seguintes obras viárias no Estado: Rodoanel Sul, Sistema Viário Metropolitano de São Paulo e Estrada Parque Várzeas do Tietê. Dos R$ 126 milhões do acusado nas contas da offshore Groupe Nantes, na Suíça, de sua propriedade, pelo menos R$ 27 milhões seriam oriundos desses crimes.

 

A denúncia foi encaminhada à 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, especializada em crimes financeiros, onde tramitava o procedimento investigatório criminal do MPF aberto em outubro de 2018 a respeito do caso, vinculado àquela vara federal em virtude das colaborações premiadas firmadas com a FT da Lava Jato em São Paulo, e homologadas por aquele juízo, pelo operador Adir Assad, em janeiro de 2018, e Roberto Capobianco, da Construcap, em junho do ano passado, além de outras delações preexistentes.

 

Paulo Vieira de Souza é apontado como autor de pelo menos oito fatos de corrupção: cinco no Rodoanel Sul, dois no Sistema Viário e um na Estrada Parque. Para o MPF, cada ato de corrupção é um fato individual e as penas devem ser somadas. Se condenado, a pena poderá somar de 8 a 64 anos de prisão quanto a esses oito crimes.

 

Já na parte de lavagem de dinheiro, a denúncia detalha 13 operações para ocultar e dissimular o dinheiro não apenas da corrupção, mas também oriundo dos crimes de cartel e fraude à licitação pelos quais Paulo Vieira de Souza foi condenado na última quinta-feira (28) pela 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo, e peculato, crime pelo qual é processado na mesma vara federal. O MPF pediu que cada lavagem seja considerada um fato criminoso e que as penas sejam somadas. Se condenado pelos 13 fatos, o ex-diretor da Dersa poderá receber uma pena de 39 a 130 anos de prisão. Caso seja condenado por todos os fatos de corrupção e lavagem de dinheiro que lhe foram imputados, o acusado poderá receber uma pena total de 194 anos de prisão.

 

Também foram denunciadas mais nove pessoas, oito delas na condição de colaboradoras. Elas responderão na medida de sua participação por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Contudo, por terem colaborado com a Justiça, suas penas poderão ser reduzidas em até dois terços.

 

A denúncia, instruída com comprovantes dos pagamentos confirmados, foi oferecida pelo MPF no início da tarde desta sexta-feira (1) e recebida pelo juiz Diego Paes Moreira horas depois.

 

Leia a matéria completa no site do MPF/SP: http://www.mpf.mp.br/sp/sala-de-imprensa/noticias-sp/lava-jato-sp-mpf-denuncia-paulo-vieira-de-souza-e-mais-9-por-corrupcao-e-lavagem-de-dinheiro/view

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