A utilização de tecnologias na educação: o manuseio de mídias na prática pedagógica e a influência na vida do professor

 

A utilização de tecnologias na educação: o manuseio de mídias na prática pedagógica e a influência na vida do professor
Gabriel Raiol Pinto*

Resumo

gabriel raiol Pinto – Professor de História da rede pública de ensino do Estado do Amapá e discente do curso de Especialização em Mídias na Educação da Universidade Federal do Amapá. E-mail graiol@hotmail.com

Este trabalho é o recorte de uma pesquisa realizada em uma escola da cidade de Macapá – AP, que buscou averiguar como é utilizada as tecnologias no trabalho do professor, e analisar como eles estão preparados para fazer a conexão dos recursos tecnológicos que a escola dispõe com os conteúdos ministrados e qual a receptividade dos professores com essas tecnologias.
Palavras-chave: Tecnologias, Professor, Prática, Pedagógico, Ensino.

Abstract This work is part of a research carried out in a school in the city of Macapá – AP, which sought to find out how it is used technologies in the teacher’s work, and analyze how they are prepared to make the connection of technological resources that the school has to the contents taught and the receptiveness of teachers with these technologies. Keywords: Technologies. Peacher,[. Practice. Pedagogic. Teaching.

Introdução
Este artigo tem como finalidade avaliar uma pesquisa desenvolvida na Escola Estadual Irmã Santina Rioli, na cidade de Macapá – AP, onde buscou-se averiguar como é utilizada as tecnologias no trabalho do professor das séries iniciais do ensino fundamental II, pois percebe-se que as escolas colocam a disposição do educador os aparatos tecnológicos, para que os utilize em sua prática pedagógica, contudo quando se deparam com essas ferramentas, nas quais trazem uma nova demanda para este profissional, vem a problematização: como usar pedagogicamente essas ferramentas? Frente a esse novo cenário cabe ao professor se preparar para tais desafios, perante a uma situação que implica novas aprendizagens e mudanças na sua prática pedagógica.
Esta pesquisa se justifica, pois vivemos uma época em que a tecnologia nos preenche com milhões de informações a cada minuto e em toda parte. Porém na escola sua utilização tem causado alguns problemas, justamente por ser má utilizada pelo professor ou não ser utilizada em sua prática pedagógica e, as escolas estão repletas de profissionais que ainda fazem pouco ou nenhum uso das tecnologias em sala de aula ou utilizam, por exemplo o Laboratório de Informática Educacional (LIED) para executar tarefas com seus alunos.
A tecnologia é o meio pelo qual o professor deve inovar sua prática pedagógica, e a riqueza da informática deve ser utilizada para a construção e reconstrução do conhecimento, através da pesquisa, da informação e comunicação que ela coloca à disposição de toda uma sociedade. É essa escola que se sonha, onde a tecnologia seja colocada a serviço.

Metodologia
Este trabalho teve como método de pesquisa o estudo de caso, e a técnica que foi utilizada na pesquisa, foi a entrevista estruturada, a qual foi elaborada mediante questionário. Sendo que a entrevista estruturada é aquela onde as perguntas são previamente formuladas e direcionadas ao entrevistado. Os sujeitos dessa pesquisa foram quatro professores do ensino fundamental II e os critérios de escolha foi a participação de um professor de cada ano, no caso 6º, 7º,8º e 9º ano.
A coleta de dados se deu mediante apresentação do projeto para a direção e coordenação pedagógica da unidade escolar, as quais foram apresentados o pesquisador e idealizador do projeto aos professores. Foi combinado com os professores os dias e horários para a execução dos trabalhos, tais como entrevistas e observações. Os dados foram registrados em uma ficha e depois digitados para tabulação dos resultados.
Acerca desse tipo de estudo, Triviños (1987, p.133-134) afirma que é uma categoria de pesquisa cujo objeto é uma unidade que se analisa profundamente. Expõe, também, que a complexidade do exame aumenta à medida que se aprofunda o assunto.
Segundo Vergara (2000, p.46), a coleta de dados é a forma de como se obtêm os dados necessários para responder ao problema. Assim, os meios utilizados para a investigação dos dados foram: pesquisa de campo, bibliográfica e estudo de caso. A pesquisa de campo é, com efeito, uma investigação empírica, realizada no local em que há os elementos necessários.

Discussão dos resultados
A tecnologia hoje está presente em todas as áreas do conhecimento e na educação não é diferente, pois os alunos estão cada vez mais inseridos nesse contexto. Partindo dessa premissa, surge uma preocupação com as situações que se observa
nas escolas. Professores que por um ou outro motivo, tem dificuldade em utilizar as tecnologias em suas práticas pedagógicas, por isso, levanta-se o questionamento sobre o que leva os professores a terem essa dificuldade na utilização das tecnologias em sua prática pedagógica? Os professores são receptivos à tecnologia? Eles estão preparados para fazer a conexão dos recursos tecnológicos disponíveis com os conteúdos por eles trabalhados?
Muitos professores entraram no mundo da tecnologia meio que por acidente ou necessidade da profissão, uma vez que a tecnologia emergiu numa proporcionalidade assustadoramente meteórica, e foi introduzida na educação sem o devido preparo dos profissionais que nela atuam. Hoje, com a praticidade que a tecnologia proporciona à vida das pessoas, se pergunta se ainda há espaço para essa temeridade.
Para Almeida (2000, p.11) a participação em tais atividades de formação faz com que o professor se conscientize de que a sua adequada preparação é o componente fundamental para o uso do computador na educação, segundo uma perspectiva perceptiva crítico-reflexiva.
Essa reflexão tem que fazer parte do dia a dia da escola, o professor juntamente com a coordenação pedagógica e administração escolar, precisam estar conectados com essa problemática, pois sem essa formação continuada torna-se inviável introduzir a tecnologia na educação, o professor precisa se dispor para esta formação. A qualificação profissional é que vai dirimir os rumos de uma educação de qualidade voltada para o desenvolvimento intelectual e tecnológico do educando, mas antes o professor precisa passar por essa qualificação.
O questionário foi estruturado com 11 (onze) perguntas abertas. Os resultados retratam o posicionamento dos professores entrevistados e suas experiências com as tecnologias em suas práticas pedagógicas. A estrutura do mesmo foi realizada preservando a identificação dos entrevistados, os quais estão identificados da seguinte forma: A6º, B7º, C8º e D9º.
De acordo com o que se observou no questionário e depoimento dos professores, é que todos são conscientes da importância do uso das tecnologias em suas práticas pedagógicas, seja motivando os alunos, prendendo mais sua atenção, tornando a aula mais prazerosa para ele e também melhorando seu desempenho e consequentemente refletindo no seu rendimento. Porém, vale ressaltar, que o professor ainda deixa a desejar quanto a essa inclusão tecnológica em sua prática pedagógica, seja pelo mau uso das tecnologias, pelo não acompanhamento dos alunos nesses ambientes de aprendizagem ou ainda, pela precariedade em que estas tecnologias se encontram nas escolas. São equipamentos sucateados e ambientes desestruturados, mas se tem que avançar e buscar melhorias tanto na questão estrutural quanto pedagógica, o professor precisa se empenhar para que possa realmente tomar posse da tecnologia e inserir em sua prática pedagógica para dar novos significados ao processo ensino aprendizagem.
Portanto, há necessidade que o professor tome posse das tecnologias não só meramente como recursos didáticos ou simplesmente como um elemento a mais na escola, mas que faça seu uso correto para que possa integrá-las ao currículo afim de que esta venha contribuir para a democratização dos saberes e desenvolver capacidades intelectuais da formação de cidadãos contemporâneos visando um aprimoramento cognitivo e operativo dos alunos favorecendo estratégias de aprendizagem.
A aquisição da informação, dos dados, dependerá cada vez menos do professor. As tecnologias podem trazer, hoje, dados, imagens, resumos de forma rápida e atraente. O papel do professor – papel principal – é ajudar o aluno a interpretar esses dados, a relacioná-los, a contextualizá-los (MORAN, 2007, p.29).
Para essa formação ocorrer é necessário que o professor esteja disposto a buscar esses novos conhecimentos, ele precisar estar aberto a essas transformações que lhe são apresentadas e buscar incessantemente essas atualizações para que possa adequar a sua realidade pedagógica.

Conclusões
Este trabalho teve como principal foco o uso da tecnologia na prática docente, de acordo com os levantamentos realizados na escola, verificou-se que os professores têm consciência do uso dessa tecnologia em sala de aula e que a maioria tem cursos de como se utilizar tais ferramentas em sua prática e que também dominam seu uso e que a escola propicia momentos de inclusão já que trabalham com agendamento semanal para uso dos ambientes de aprendizagens que a escola dispõe.
A pesquisa proporcionou fazer uma análise do uso da tecnologia pelos professores em sua prática pedagógica e se percebeu o quanto o computador e outros meios tecnológicos contribuem com a construção do conhecimento dinamizando e facilitando essa construção, bem como aumentando significativamente o interesse do aluno pela aprendizagem.
A educação necessita sair das quatro paredes das salas de aula e percorrer novos caminhos, novos rumos, pois a tecnologia, a pesquisa, a comunicação, a tecnologia da informação e comunicação atrelada à internet é uma realidade pertinente, mas ela precisa estar alicerçada pela pré-disposição e preparo do profissional da educação para ser colocada a serviço da construção do conhecimento, pois se o aluno não tiver acesso a esse aparato tecnológico, ele estará sendo coibido de grandes e significativas oportunidades para um futuro promissor, pois se sabe que
a tecnologia está inserida em todas as aéreas do conhecimento e a escola precisa inserir seu aluno nesse contexto e para Moran (2012, p.29), o conhecimento se constrói, sendo que a educação tem um papel fundamental na vida do estudante no que concerne à sua motivação, a sua curiosidade e ao seu gosto pelo ato de aprender.
O aluno necessita de um direcionamento, de uma ajuda, de uma motivação a mais e o papel da escola na figura do professor é exatamente proporcionar a esse aluno essas possibilidades de inserção para que ele se conecte com o conhecimento.
Assim, cabe destacar que este trabalho foi de grande importância para o enriquecimento do conhecimento e servirá de base para pesquisas posteriores, pois está linha de pesquisa é muito abrangente e ficou destacado que o uso da tecnologia na educação é de extrema importância para o sucesso do processo de construção do conhecimento, pois alunos e professores trabalhando juntos na construção e com o uso da tecnologia se torna mais fácil e dinâmico essa leitura de mundo e esse dinamismo passa a fazer parte da vida de docentes e discentes.

Referências bibliográficas
ALMEIDA, Maria Elizabeth de; ProInfo: Informática e Formação de Professores– Vol. 1; Brasília: MEC/ Secretaria de Educação à Distância –, 2000.
HETKWSKI, Tânia Maria. Dialética interna: tecnologias da informação e comunicação e formação de professores p. 227-250 In: NASCIMENTO, Antonio Dias; HETKOWSKI, Tânia Maria (Org.). Educação e contemporaneidade: pesquisas científicas e tecnológicas [online]. Salvador: EDUFBA, 2009,400p
MINAYO, M. C. S. (1993)., & Sanches, O Quantitativo-qualitativo:
MORAN, José Manuel. A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. 5ª ed. Campinas, SP, Papirus, 2012.
RAMAL, Andrea Cecília. O Professor do próximo milênio. Pesquisadora do Centro Pedagógico Pedro Arrupe, Autora de Histórias de Gente que Ensina e Aprende. Doutora em Educação – PUC-RJ. Diretora da Instructional desing.
SANCHO, J. M.; HERNANDEZ, F. et al. (Org). Tecnologias para transformar a educação. Porto Alegre: Artmed, 2006
TRIVIÑOS, A.N.S. (1987). Introdução à pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa qualitativa em educação – o positivismo, a fenomenologia, o marxismo. São Paulo: Atlas.
VERGARA, Sylvia C. (2000). Projetos e relatórios de pesquisa em administração. (3a. ed.). São Paulo: Atlas.
YIN, R.K. (2005). Estudo de caso: planejamento e métodos. (3a. ed.). Porto Alegre: Bookman.

*Professor de História da rede pública de ensino do Estado do Amapá e discente do curso de Especialização em Mídias na Educação da Universidade Federal do Amapá. E-mail graiol@hotmail.com

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Categorias:Educação, Educação

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