Antibióticos e bactérias: abordagem simplificada do processo de resistência dos microorganismos

microorganismos

ANTIBIÓTICOS E BACTÉRIAS: abordagem simplificada do processo de resistência dos microorganismos

1* Marcelo Henrique Pereira de Borba 

2* Klaiton Aparecido Camargo

 

INTRODUÇÃO

Durante o processo evolutivo do homem, doenças de caráter infeccioso apresentavam uma grande barreira no controle da sua densidade populacional, sendo as bactérias interligadas com diversas patologias humanas ao longo de sua história. Com o avanço da tecnologia foi possível descobrir e compreender os microrganismos destacando a interação homem e bactérias.

 A partir do século XVI, com o domínio desse novo mundo de seres microscópicos se deu os primeiros passados da alquimia, elaboração de medicamentos com diversas substancia de origens distantes (animais, plantas entre outros). Consolidava-se então o aprimoramento de técnicas laboratoriais de pesquisa químico-farmacêutica, com a expectativa da criação de novos medicamentos que combatessem infecções. De acordo com Martins (2006), as primeiras teorias da vinculação de bactérias e doença veio de Robert Koch, em 1876, o pesquisador explorava o carbúnculo que afetava as ovelhas e vacas, e por acaso descobriu a bactéria patógena Bacillus antharacis.

A palavra infecção de acordo com Oliveira (2011) é caracterizada por algo capaz de infeccionar-se, passiva de contaminação, penetração, propenso ao crescimento de micro-organismos podendo gerar graves consequências ao hospedeiro. Essa patologia era extremamente mortal na época, com poucas intervenções efetivas antes dos antibióticos. Com a descoberta da penicilina foi possível salvar milhões de vidas, além de possibilitar a criação de novos medicamentos com maior efetividade.

Entretanto atualmente graça o usa desenfreado de antibióticos, as bactérias vem se adaptando e se tornando resistentes aos mais diversos fármacos. O presente trabalho busca contextualizar as principais características e consequências à humanidade, sobre a evolução adaptativa das bactérias.

RELAÇÕES ANTIBIÓTICO E DOENÇA

 Principio medicamentos se caracterizavam por produtos derivados de outras espécies de microrganismos que inibiam a proliferação de outros seres microscópicos. Nessa perspectiva o homem fez desse potencial limitante do crescimento de bactérias como uma alternativa de tratar patologias infecciosas (BAPTISTA 2013).

 Surgem assim classes de medicamentos denominados de antibióticos. É importante destacar a colocação de Martins (2006), que ressalta que o homem e bactérias possuem uma relação muito intima estabelecida durante milhares de anos, e antes de qualquer aprimoramento de tecnologias biomoleculares através da engenharia genética que possibilitem aprimoramento dos antibióticos, é necessário respeitar os microrganismos, compreendendo seus mecanismos e os riscos potáveis para a humanidade.

 De acordo com Oliveira (2011), a administração de antibióticos em pacientes enfermos, tem o propósito de eliminar bactérias inibindo seu crescimento e alterando seu ciclo de vida, levando esses micro-organismos a morte sem causar prejuízo ao hospedeiro.

 A farmacologia dos medicamentos deve ser bem-sucedida, ao ponto de grandes concentrações tenham ação no local infectado, os antibióticos podem apresentar caráter inibitório da multiplicação da população bacteriana (estacionaria), ou outra classe que vão persistir na análise bacteriana (BAPTISTA 2013). Porém grande parte desse grupo medicamentoso ocorre efeitos colaterais de leve a moderado.

Para Baptista (2013) se beneficia grupos de antibióticos que é considerado pela comunidade farmacêutica ideais, definidos por apresentarem inúmeras possibilidades farmacológicas de resultados satisfatórios, como o potencial de chegar rapidamente ao alvo, bactericida, não desencadear efeitos adversos na flora bacteriana essencial, que apresente níveis aceitáveis de toxidade, com o mínimo de efeito adverso mesmo quando administrada em variados pacientes com idades aleatórias, mesmo em diferentes vias de acesso. Entretanto as relações medicamento e bactéria são complexas e nem sempre o fármaco atende todas as espetavas fisioterapêuticas.

RESISTÊNCIA BACTERIANA

 O processo adaptativo das bactérias em resposta aos medicamentos se configura um problema de importância mundial, caracterizando como o aumento em potencial de mortes advertidas por micro-organismos resistentes aos antibióticos (Oliveira, 2011). Uma das hipóteses sobre a evolução das bactérias estaria ligada diretamente com a ação dos antibióticos em especial os grupos formados por polipeptídeos, que alteram a permeabilidade da estrutura da parede celular resultando na perca de metabólitos essenciais para a célula bacteriana (GOLL e FARIA 2014).

 De acordo com Goll e Faria (2014), grande parte da culpa do aumento de populações microbianas resistentes aos antibióticos, é interligada a conduta dos profissionais da saúde, e pela ausência de informações a comunidade que por mais que o tema faça parte das medias, se nota uma carência de informações. Isso é agravado quando se percebe que uma quantidade expressiva dos profissionais da saúde adere a problemática como sendo irrelevante.

Santos (2004) as adaptações dos microrganismos aos antibióticos esta ligada as mutações também podem esta ligadas em mecanismos de transferência horizontal de genes, possibilitado pelo incorporamento por “pedaços” de genes de outros indivíduos resistentes. Um grande exemplo desse grupo de bactérias que conferem resistência para outras bactérias a partir de trechos de DNA dos plasmídeos. Outro tipo bem comum de conferencia a resistência de bactérias, e o processo natural de resistência. Na qual alguns indivíduos naturalmente apresentam algum mecanismos de defesa aos abióticos, sem a necessidade de transferência de genes ou o contado anterior ao antibiótico (Oliveira, 2011).

 Nos estudos de Baptista (2013), foi possível contextualizar sobre os três mecanismos de defesa na qual a primeira ocorre ausência de um processo metabólico ligado com ação do medicamento, segundo enzimas produzidas pelas bactérias impedem a farmacologia dos medicamentos e por ultimo as morfologias bacterianas impedem a ação dos mecanismos de entrada de fármacos. Situação do avanço da conscientização e trabalho efetivo no uso consciente de antibióticos se enquadra como muito preocupante.

 A evolução das bactérias em reposta aos medicamentos é mais rápida que a efetividade da indústria em fabricar novas drogas eficientes (SOUZA, 1988). A questão que órbita o problema rege-se pela consequência da resistência do microorganismo transforma a doença como intratável, passível de agravamento, levando o paciente a longos períodos de tratamento com riscos exponenciais de morte (BAPTISTA 2013).

CLASSES FARMACOLÓGICAS AMINOGLICOÍDEOS E TETRACICLINAS

 Aminoglicoídeos tem o potencial de degradar bactérias Gram negativas aeróbia. Muito usada no tratamento de infecções generalizadas classe gentamicina, tobramicina e amicacina aproveitados na clínica primaria de sépsis graves como infecções nosocomiais em combinação com os β- lactâmicos e a estreptomicina e a canamicina aconselhados para terapia da tuberculose (GOLL e FARIA 2014). Tetraciclinas se caracterizam por ter custo acessível, baixa toxicidade, baixo cotação, podendo em grande parte ser administrado por via oral. Devido esse fator, essa classe de medicamento tem sido utilizada de maneira incorreta, levando o aparecimento de resistência em alguns grupos de bactérias (FRAMPTON et al., 2005).

No entanto, tetraciclinas ainda são bastante úteis na clínica médica e têm sido usadas no tratamento de diversos tipos de infecção.

 CONCLUSÃO

São percebidos os problemas clínicos decorrentes do uso indevido de medicamentos para o controle de infecções, que podem gerar grandes prejuízos para a humanidade no futuro. Com a inexistência de fórmulas de medicamentos que combatam as bactérias. Isso gera conseguintemente problemas para centros cirúrgicos, que estará desprovido de tratamentos póscirúrgicos.

De acordo com Maia et al (2010), a evolução da resistência das bactérias é um evento cruzado ocorrendo a tolerância em classes de antibióticos, uma alternativa medicamentosa ainda existente é o uso de tetraciclinas com alto índice de combate as bactérias mesmo resistentes.

 É necessário montar planos imediatos na tentativa de controle do crescimento de microrganismos resistentes, sendo esses direcionados em dois caminhos inicialmente implementação de políticas eficientes no controle da distribuição e uso dos fármacos contra bactérias, esse primeiro plano deve elaborado em bases a dados científicos no enquadramento da evolução bacteriana. A segunda meta é mais cara e de difícil execução, tem o objetivo de controlar os mecanismos de disseminação dos micro-organismos resistentes (OLIVEIRA et al., 2011). E notório a grande importância dos antibióticos na evolução do homem no combate de patologias graves, foi por base nesse fármaco a possibilidade de avanços de técnicas cirúrgicas entre outros processos médicos. No entanto se oberva que os medicamentos que tinham o objetivo de conter as bactérias, estão exercendo uma seleção natural artificial nesses organismos possibilitando o aparecimento de seres mutantes causadores de patologias quase incuráveis.

 Referências

Referências BAPTISTA G. F. M. Maria. Mecanismos de Resistência aos Antibióticos. Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia Faculdade de Ciências e Tecnologias da Saúde, 2013. Disponível em < http://recil.grupolusofona.pt/bitstream/handle/10437/3264/Mecanismos%20de% 20Resist%c3%aancia%20aos%20Antibi%c3%b3ticos%20- %20Maria%20Galv%c3%a3o%20Ba.pdf?sequence=1>. Acesso em 26 Set/2016.

Frampton, J. E.; Curran, M. P.; Drugs 2005, 65, 2623. Disponível em . Acesso: 28 de Set/2016. GOLL, A. S, FARIA M. G. I. Resistência bacteriana como consequência do uso inadequado de antibiótico. BrazilianJournal of Surgery and Clinical Research –BJSCR, vol.5,n.1.,pp.69-72(Dez 2013-Fev 2014. Disponível em< http://www.mastereditora.com.br/periodico/20131130_150425.pdf&gt;. Acesso em 26 de set/2016.

MAIA C. P. Eliane et al., 2010. Tetraciclinas e glicilciclinas: uma visão geral. Quím. Nova vol.33 no.3. Disponível em< http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010040422010000300038&script=sci_artt ext>. Acesso 26 Set/2016.

 MARTINS PATRÍCIA. Epidemiologia das infecções hospitalares em centro de terapia intensiva de adulto, Faculdade de Medicina da UFMG Belo Horizonte-MG 2006. Disponível em < http://www.medicina.ufmg.br/cpg/programas/infectologia/teses_dissert/2006_patricia_martins_mestrado.pdf >. Acesso em 26 de Set/2016.

SANTOS, N. E. A resistência bacteriana no contexto da infecção hospitalar. Texto Contexto Enferm 2004; 13 n.esp:64-70. Disponível em< file:///C:/Users/Marcelo/Desktop/artigo%20bacteria-attigos/v13nspea07.pdf>. Acesso em 25 de Set/2016.

1* Marcelo Henrique Pereira de Borba. Professor. Especialista em educação ambiental, Universidade católica de Anápolis. Graduado em Ciências Biológicas, Universidade Estadual de Goiás-UEG.

2* Klaiton Aparecido Camargo,  Enfermeiro e professor. Especialista em enfermagem do trabalho, Faculdade Serra da Mesa- FASEM. Graduado bacharel Enfermagem- Faculdade Norte Goiano-FNG.

Anúncios


Categorias:Sem categoria

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: