O processo de reterritorialização dos gaúchos do Norte do PR

Altino Correia

Foto: Altino Correia

Tese é defendida na Unesp de Presidente Prudente

Nos últimos dias do mês de Dezembro de 2016 foram agendadas novas teses de Doutorado. Uma delas  – verificada no Anfiteatro II da FCT/Unesp – foi defendida publicamente pela candidata do Programa de Pós-Graduação em Geografia, Tatiana Colasante. O Orientador foi o Prof.Dr.Marcos Aurélio Saquet, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Campus de Francisco Beltrão.

Na composição da Banca Examinadora, participação dos docentes: Prof.Dr.Eliseu Savério Spósito, do Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp – Campus de Presidente; Profª.Drª.Ideni Terezinha Antonelo, do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Londrina/UEL; Profª.Drª.Márcia da Silva, do Departamento de Geografia da Universidade Estadual do Centro-Oeste e Profª.Drª.Rosângela Custódio C.Thomaz, da Unesp/Rosana – Curso de Turismo.

O tema desenvolvido pela Doutoranda versou sobre: “O processo de reterritorialização  dos gaúchos do Norte do Paraná: a construção de uma unidade territorial”. Trata-se de uma análise destacando aspectos socioculturais que colaboram para a manutenção de uma identidade territorial gaúcha, no Estado do Paraná. Entre os componentes da Comissão Examinadora, também o Prof.Dr.Marcos Aurélio Saquet, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

A tese defendida
Tatiana Colasante destaca em sua tese: Do ponto de vista migratório, os gaúchos se reterritorializam no Paraná. Em sua maioria, no Sudoeste do Estado, incentivados pela criação da Colônia Agrícola Nacional General Osório (CANGO), em 1943. No entanto, é interessante notar que o Norte do Paraná – que à época de sua colonização – era conhecido como Colônia Internacional, também denota a presença de migrantes gaúchos. Eles territorialmente culturalmente através dos Centros de Tradições Gauchas (CTGs) e interagem também em outros espaços, trazendo novas conformações territoriais para esse processo. Como a presença de paranaenses que se consideram gaúchos, os quais se denominam “Paranaúchos”.

Como recorte espacial – a Doutoranda diz – que privilegiamos os municípios de Londrina e Maringá, que possuem essas entidades de valorização da cultura gaucha. Mas que em sua história, pouco se aborda a questão desses migrantes, embora haja uma intensa territorialidade de gaúchos e paranaúchos. “Desta forma, a análise dessas minorias (que vem sendo negligenciadas nos estudos populacionais), se torna fundamental para que possamos oferecer novos elementos de análise para a rede de tradições gaúchas no Estado” – finaliza Tatiana.

Altino Correia – Assessoria de Comunicação e Imprensa – FCT/Unesp
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Categorias:Educação, Geografia, Notícias

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