SEMINÁRIO COMUNICAÇÃO, CULTURA E SOCIEDADE DO ESPETÁCULO

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III SEMINÁRIO COMUNICAÇÃO, CULTURA E SOCIEDADE DO ESPETÁCULO

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III Seminário Comunicação, Cultura e Sociedade do Espetáculo

A Sociedade do Espetáculo e a Dialética da Cultura

No ano em que comemora dez anos de existência, o grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, do Programa de Mestrado da Cásper Líbero, organiza o seu terceiro seminário para debater pesquisas sobre a relação entre comunicação e cultura na sociedade do espetáculo.  A dialética da cultura, a possibilidade dela tanto afirmar como negar as características da sociedade do espetáculo, e dos processos comunicacionais que fazem parte desta sociedade, é o tema que articula as apresentações.

Fazem parte do seminário, trabalhos que discutem a presença da indústria cultural na sociedade contemporânea, e seu vínculo com a mercantilização da cultura, assim como trabalhos que refletem sobre produções culturais e práticas comunicacionais que procuram caminhos alternativos a esta mercantilização. A dimensão política da produção cultural, ou seja, da atuação de jornalistas, intelectuais e artistas, também está presente como objeto de investigação de pesquisas apresentadas no seminário. Receberá especial atenção o contexto contemporâneo, de crescimento de posturas conservadoras, tanto do ponto de vista político quanto do ponto de vista cultural.

Observações: As inscrições, por período de atividades, devem ser feitas por intermédio do Centro de Eventos no site da Faculdade Cásper Líbero. O seminário poderá valer 1 crédito para os alunos do Mestrado da Cásper, desde que os mestrandos compareçam a pelo menos dois períodos do seminário e entreguem relatório de aproveitamento.

 

Inscrições: é necessário que você envie, previamente, um e-mail com seu nome, RG e instituição acadêmica a que está vinculado para eventos@fcl.com.br. Feito isto, aguarde a confirmação de sua inscrição.

Programação

15 de outubro – Noite

Mesa de Abertura do Seminário

19h00 – Prof. Dr. Carlos Costa – Diretor da Faculdade Cásper Libero

O-professor-Carlos-Costa-abre-o-evento-em-nome-da-Faculdade-300x199Licenciado em Filosofia e bacharel em Teologia, é jornalista formado pela Cásper Líbero. É mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Dirigiu as revistas Playboy, Elle e Quatro Rodas, da Editora Abril. Dirigiu de 1994 a 1997 a Editorial Primavera, em Buenos Aires, Argentina, na época uma empresa do Grupo Abril. Editou a revista Ensino Superior e criou as revistas Negócios da Comunicação (Editora Segmento), Getúlio (para o GVlaw, da FGV) e Diálogos&Debates, da Escola Paulista da Magistratura, do Tribunal de Justiça de São Paulo. É professor de História da Comunicação e coordenador do curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero. Na Cásper Líbero, editou as revistas Líbero, Esquinas e Cásper. Publicou o livro A revista no Brasil do século XIX: a história da formação das publicações, do leitor e da identidade do brasileiro, tema de seu doutorado (Editora Alameda, São Paulo, 2012, 456 páginas). Faz atualmente pós-doutorado em Letras (FFLCH-USP), com supervisão do prof. Dr. João Roberto Faria: uma pesquisa sobre a obra do pioneiro Manuel de Araújo Porto Alegre (1806-1879), introdutor da caricatura no Brasil, analisando sua produção como teatrólogo, historiador, pedagogo, pintor e caricaturista.

19h30 – Prof. Dr. Dimas Kunsch – Coordenador do Programa de Mestrado

prof-dimas-207x300Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, USP (2004). Formado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira e em Teologia pela Universidade de Innsbruck (Áustria). É mestre em Integração da América Latina pela USP e faz especialização em Psicologia Junguiana pela Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo. Lidera o Grupo de Pesquisa Comunicação, Jornalismo e Epistemologia da Compreensão, do CNPq (2008), e é responsável pelo Projeto de Pesquisa Conversando a Gente se Entende, ambos do Programa de Pós-graduação – Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: comunicação, jornalismo, narrativas contemporâneas, teorias da comunicação, epistemologia da comunicação, pensamento da complexidade e pensamento da compreensão. É também professor da graduação (Jornalismo opinativo) e da pós-graduação lato sensu (Mídia, complexidade e poder) da Faculdade Cásper Líbero. É autor de livros, capítulos de livros e artigos científicos na área. Entre as principais obras encontram-se Comunicação: saber, arte ou ciência? (São Paulo: Plêiade, 2008), Comunicação, jornalismo e compreensão (São Paulo: Plêiade, 2010), organizada com Luís Mauro Sá Martino, e Jornalismo contemporâneo: figurações, impasses e perspectivas (Salvador: Edufba, 2011), o Livro da Compós 2011, organizado com Gislene Silva, Christa Berger e Afonso Albuquerque.

20h00 – Profa. Dra. Dulcilia Buitoni – Docente do Programa de Mestrado

Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo, USP (1980). Formada em Direito e em Jornalismo pela USP. É mestre em Letras e livre-docente e titular em dulciliaJornalismo também pela USP. Lidera o Grupo de Pesquisa Comunicação e Cultura Visual, do CNPq (2006), e é responsável pelos Projetos de Pesquisa Estudos Visuais em Jornalismo: Cidade e Imagem na Mídia, Comunicação e cultura visual: passados visuais e audiovisuais, fotografia e documentário e Cidades em Revista: Imagens Urbanas, Imagens Brasileiras – Elementos para Análise de Visualidades Jornalísticas, do Programa de Pós-graduação – Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero. Foi professora da ECA-USP de 1972 a 2005 e professora visitante na Universidad Autònoma de Barcelona. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo e Editoração, atuando principalmente nos seguintes temas: narrativa jornalística, jornalismo audiovisual, jornalismo digital, imagem jornalística, fotografia, documentário, cultura visual, jornalismo de revista, jornalismo cultural, jornalismo e relações sociais de gênero, jornalismo e discurso pedagógico. É autora de livros, capítulos de livros e artigos científicos na área. Entre as principais obras encontram-se, Imprensa feminina (São Paulo: Ática, 1986), Mulher de papel: a representação da mulher pela imprensa feminina brasileira (São Paulo: Summus, 2009) e Fotografia e jornalismo: a informação pela imagem (São Paulo: Saraiva, 2011).

20h30 – Profa. Dra. Simonetta Persichetti – Docente do Programa de Mestrado

Doutora em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP (2001). Formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. É mestre emSimonetta-PersichettiComunicação e Artes pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Integra o Grupo de Pesquisa Comunicação e Cultura Visual, do CNPq (2006), e é responsável pelo Projeto de Pesquisa Fotografia, Jornalismo e Identidade, ambos do Programa de Pós-graduação – Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Fotojornalismo, atuando principalmente nos seguintes temas: comunicação, jornalismo, fotojornalismo, imagem e tecnologia da imagem. É também professora da graduação (Fotojornalismo) e da pós-graduação lato sensu (A Imagem Fotográfica no Jornalismo) da Faculdade Cásper Líbero. É autora de livros, capítulos de livros e artigos científicos na área. Entre as principais obras encontram-se Encontros com a fotografia (Fortaleza/São Paulo: Tempo d’Imagem, 2009), Imagens da fotografia brasileira (Vols. 1 e 2. São Paulo: Estação Liberdade/Senac, 1997/2000) e Mídia e comunicação contemporânea: relatos de pesquisas (São Paulo: Plêiade, 2012), organizada com Edilson Cazeloto e Luís Mauro Sá Martino.

21h00 – Debate

22h00 – Encerramento

16 de outubro – Tarde

14h00 – Prof. Dr. Cláudio Coelho – Indústria Cultural e Sociedade do Espetáculo: a dimensão política da crítica cultural

Resumo: Dimensão crítica dos conceitos de Indústria Cultural e Sociedade do Espetáculo. A Dialética do Esclarecimento e os riscos do totalitarismo segundo Adorno. A relação poder/espetáculo para Debord. A dimensão política da arte e a crítica cultural. A produção cultural e o crescimento do conservadorismo na contemporaneidade.

Palavras-chave: indústria cultural, sociedade do espetáculo, crítica da cultura, sociedade contemporânea.

Prof. Dr. Cláudio CoelhoCláudio Coelho é Mestre em Antropologia pela UNICAMP. Doutor em Sociologia pela USP. Professor do Programa de Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero. Autor, dentre outras obras, do livro Teoria Crítica e Sociedade do Espetáculo, publicado pela Editora In House, e organizador, junto com Valdir de Castro, do livro Comunicação e Sociedade do Espetáculo, publicado pela Editora Paulus.

14h30 – Gilberto da Silva – Debord e a negação real da cultura

Resumo: A proposta desta apresentação é analisar o capítulo VIII – A negação e o consumo na cultura do livro A Sociedade do Espetáculo de Guy Debord, obra em que o pensador francês discute a arte e a cultura. Debord reflexiona sobre a procura da unidade perdida na sociedade capitalista e trava um diálogo crítico com o idealismo alemão, com o barroco, o dadaísmo e surrealismo, com a sociologia americana e o estruturalismo. Procuramos, ao percorrer as teses ou aforismos do capítulo, entender a concepção dialética de Debord e sua proposta de intervenção direta na realidade como forma de suprimir a cultura.

Palavras-chave: Arte, Cultura, Linguagem da Comunicação.

Gilberto da Silva é formado em sociologia pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e jornalismo pela Faculdade Alcântara Machado/FIAM, mestre em SAM_1575Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero e pesquisador do grupo Comunicação e Sociedade do Espetáculo na linha de pesquisa A Teoria Crítica e a Comunicação na Sociedade do Espetáculo organizado pela Cásper Líbero e coordenada pelo Prof. Dr. Cláudio Novaes Pinto Coelho. É Analista de Ordenamento territorial da Prefeitura de São Paulo. Foi professor do ensino secundário e universitário e edita a revista virtual P@rtes (www.partes.com.br).

15h00 – Alex Hilsenbeck – Comunicação e cultura política nos movimentos sociais: a teatralidade sem terra e a literatura zapatista

15h30 – Debate

16h00 – Intervalo

16h15 – Jhonathan Wilker da Silva Pino – Coletivos de rua de São Paulo: da gratuidade à capitalização das festas

Resumo: Visualizar o percurso, as manifestações e as lógicas de existência dos coletivos de rua de São Paulo e especular suas possibilidades de ação transformadora; são essas as pretensões deste artigo, que situa um movimento com características de transitoriedade ( Cf. Bey ), contracultural, e, por vezes, cinzento, de acordo com Bauman  e  Jameson.  O trabalho baseia-se em observações participativas do autor e na reflexão teórica e conjunta de pesquisadores da economia, sociologia, filosofia e do urbanismo paulistano.

Palavras-chave: Coletivos, São Paulo, Zonas Autônomas, Festas

Jhonathan Pino é Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero, atua como jornalista na Assessoria de Comunicação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). E-mailjhonathan.pino@ascom.ufal.br.

16h45 – Ingrid Baquit – Sociedade do Espetáculo: blogs e blogueiras como produtos

Resumo: Como explica Debord, vivemos em uma sociedade do espetáculo, presente em todos os aspectos da vida humana. E com a mídia não poderia ser diferente. É a mídia do exagero, que pode chegar a excessos para transmitir uma informação. A lógica do mercado também está presente na mídia, especialmente quando vemos meios de comunicação e comunicadores que se tornam produtos. Este artigo apresenta um exemplo dessa nova configuração da sociedade: são os blogs de moda e de saúde, em que os autores se acham especialistas e vendem sua imagem. Eles não são apenas autores e o blog não é apenas um veículo. São mercadorias e querem um trabalho rentável. Escrevem não preocupados com a informação, mas com o lucro e o status provenientes dessa atuação nas mídias digitais. Para buscar entender essa dinâmica, este trabalho apresenta o tema da sociedade do espetáculo (Debord) e os estudos sobre blog de Schittine, Recuero e Sibilia, além da análise de dois blogs (um de moda e um de fitness) que ilustram esta ideia. Os veículos foram escolhidos por serem escritos por mulheres que não têm formação no assunto, mas escrevem mesmo assim, confirmando que o importante é o parecer e não o ser.

Palavras-chave: Sociedade do espetáculo. Blogs. Vida como mercadoria. Vedetes. Ser x parecer.

Ingrid Baquit é Jornalista graduada pela Universidade Federal do Ceará em 2011, é mestranda em Comunicação na Contemporaneidade pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduada em Jornalismo Literário pela ABJL. Possui experiência nas áreas de Jornalismo Literário, Jornalismo Digital e Jornalismo Internacional. Publicou em 2011 o livro “Histórias Entrelaçadas: a Organização dos Estados Americanos contada pelo seu programa de estágio”, por meio das Edições UFC.

17h15 – Marcelo Bechara – As Técnicas de Reprodução e o Espetáculo no Jornalismo Esportivo na Internet

Resumo: Este artigo ocupa-se do estudo da produção do jornalismo esportivo na internet. Em um primeiro momento, a pesquisa consiste em compreender a relação entre as técnicas de reprodução e as agências de notícias, como forma de essencial de abastecimento de conteúdo dos principais portais eletrônicos. Em segundo, o artigo questiona a produção em série de informação como mais uma característica da indústria cultural e a possível desvalorização do papel do profissional de comunicação. Por fim, associa-se a questão da reprodução com a espetacularização no jornalismo esportivo digital, da maneira que a empresa possa obter ganhos de audiência com a disseminação de notícias elaboradas com as particularidades da Sociedade do Espetáculo. A base teórica apoia-se em Walter Benjamin, Guy Debord, Theodor Adorno e Max Horkheimer.

Palavras-chave: Jornalismo Esportivo. Internet. Reprodução. Indústria Cultural. Espetáculo.

Marcelo Bechara é graduado em Publicidade e Propaganda pela ESPM/SP, é mestrando do Curso de Comunicação da Faculdade Casper Líbero e pesquisa a produção do jornalismo esportivo na internet. E-mail: marcelobechara@gmail.com

17h45 – Debate

18h15 – Encerramento

16 de outubro – Noite

19h00 – Guilherme Dogo – O jornalismo cultural e o espetáculo dos museus no século XXI

Resumo: Este artigo pretende pesquisar a cobertura do periódico A Folha de S.Paulo sobre as principais exposições que ocorreram na capital paulista. Para tanto iremos analisar a exposição Castelo Rá Tim Bum, realizada no Museu da Imagem e do Som (MIS) no segundo semestre de 2014 e a mostra David Bowie Is também ocorrida no MIS no primeiro semestre de 2014 sob a ótica de Sociedade do Espetáculo de Guy Debord.

Palavras-chave: Folha de S. Paulo; MIS; Castelo Rá Tim Bum; David Bowie; Sociedade do Espetáculo; Museus

Guilherme Dogo é estudante do 2º Ano de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, realizando pesquisa científica em Comunicação, Cultura e Espetáculo, orientado pelo Prof. Dr. Cláudio Novaes Pinto Coelho.

19h30 – Márcia Eliane Rosa – A trajetória espetacular da exposição itinerante de David Bowie sob o olhar da mídia: a cobertura dos jornais The Guardian e Folha de S. Paulo

Resumo: Este trabalho traz reflexões que partem dos resultados iniciais da investigação realizada nas pesquisas de pós-doutorado junto ao grupo de Comunicação e Sociedade do Espetáculo. Ele trata da interdisciplinaridade e das interseções entre educação, museologia e comunicação presentes nas trajetórias das grandes exposições do MIS-SP (Museu da Imagem e do Som do Estado de São Paulo), que tem fomentado grandes públicos desde 2013. O foco se dá na megaexposição internacional sobre a vida e a obra do astro pop David Bowie, que atraiu, em Londres, No Victoria e Albert, museu responsável pela produção original da exposição, 312 mil visitantes, e em São Paulo, no MIS, cerca de 80 mil pessoas, o que catapultou, ao menos temporariamente, o museu à condição de novo polo cultural da cidade, a partir de sua espetacularização, conceito fundamental na obra do pensador francês Guy Debord. O trabalho traz também, de forma comparativa, o estudo da cobertura dos eventos nos dois países através dos jornais The Guardian e Folha de S. Paulo.

Palavras-chave: Exposição; MIS-SP; Sociedade do Espetáculo; David Bowie, Museus.

marciarosaMárcia Rosa é Pós-doutoranda junto ao grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, do programa de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero. Professora e Pesquisadora do Centro de Comunicação e Artes da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-CAMPINAS). E-mail: marciaer@terra.com.br.

20h00 – Debate

20h30 – Intervalo

20h45 – Eliana Natividade – Manifestações de papel: a ascensão espetacular do conservadorismo nas ruas brasileiras, em março de 2015

Resumo: Este artigo tem a proposta de tecer uma reflexão a respeito das manifestações que ganharam as ruas do país, em março de 2015, na tentativa de compreender o discurso conservador e de ódio que transbordou em cartazes e palavras de ordem, mostrados pela mídia. Para contextualizar o momento, o texto discorre sobre o início das jornadas, que ocorreram em junho de 2013 e tinha como pauta apenas a redução das passagens de ônibus, trem e metrô, na cidade de São Paulo, mas ganhou as ruas de outros estados brasileiros em volume de pessoas e diversidade de reivindicações, assim como seus desdobramentos. Paraeliananatividadetentar dar conta de falar sobre o conservadorismo que pululou nas ruas em 2015, traremos para a luz deste artigo alguns teóricos que discutem o tema, sobretudo, o francês Guy Debord, que em 1967 trouxe à tona o conceito de Sociedade do Espetáculo.

Palavras-chave: Movimentos sociais; espetáculo; jornalismo; conservadorismo

Eliana Natividade é Jornalista, roteirista e escritora.  Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. Membro do Grupo de Pesquisa do CNPQ Comunicação na Sociedade do Espetáculo.

21h15 – Deysi Cioccari e Vivian Paixão – Intelectuais e Jornalismo em Momentos de Radicalização Política: 1964/2015

Resumo: O objetivo deste artigo é analisar a atuação dos jornalistas e intelectuais brasileiros durante a ditadura militar e no ano de 2015, assim como o papel da imprensa nestes dois períodos, visto que, em 64, o papel da imprensa se deu sob um regime autoritário que reprimia qualquer manifestação contrária ao governo. Hoje a sua atuação é tão importante que faz dela um ator político no processo democrático, objeto de nossa análise. Para o trabalho, foram entrevistados jornalistas e intelectuais que fizeram parte da imprensa brasileira nos dois períodos citados:  Alberto Dines, Carlos Heitor Cony, Ferreira Gullar, Frei Betto, Luis Fernando Veríssimo e Juremir Machado da Silva.

Palavras-chave: Jornalismo; Política; Imprensa; Golpe Militar; Democracia

deyseevivianDeysi Cioccari é Jornalista, doutoranda em Ciências Sociais pela PUC/SP. Membro da Academia de Letras dos Municípios do Rio Grande do Sul. Assessora de Imprensa na Câmara dos Deputados (2006-2012).

Vivian Santana Paixão é graduada em Letras pela Universidade de São Paulo, pós-graduada e mestranda da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero. É revisora de texto e atuou, durante sete anos, como professora de língua portuguesa, redação e literatura. Também participou da elaboração de dois livros didáticos.

21h45 – Debate

22h15 – Encerramento

17 de outubro – Manhã

09h00 – Mara Ferreira Rovida – Espetacularização ou dialogia? O repórter em trânsito no espaço urbano

mararovidaResumo: A dialogia se apresenta como um processo que vai na contramão do espetáculo, no sentido debordiano do termo. Ao observar as formas mais recorrentes de cobertura jornalística da mobilidade urbana, percebe-se uma certa insistência na leitura do trânsito por meio de números. Esse formato se enquadra numa perspectiva de esvaziamento de sentido da informação pela abstração apresentada pelo excesso de índices e taxas que tentam dar conta da realidade. Mas, no exemplo de uma emissora de rádio cuja grade de programação é totalmente dedicada a essa pauta, é possível identificar no próprio padrão de cobertura a dialogia jornalística como uma possibilidade.

Palavras-chave: Radiojornalismo; trânsito urbano; dialogia; espetacularização

Mara Rovida é Doutora em Ciências da Comunicação pela USP, mestre em Comunicação Social pela Faculdade Cásper Libero, jornalista, professora do curso de Jornalismo das Faculdades Integradas Rio Branco e membro do Grupo de Pesquisa do CNPQ Comunicação e Sociedade do Espetáculo.

09h30 – Jaime Carlos Patias – A cultura popular além do espetáculo

Resumo: A condição básica para a cultura é que seu agente seja um sujeito, um ser consciente no mundo e com o mundo. O ser humano em relação é sujeito consciente fazedor de cultura, capaz de dar sentido e unidade à vida, organizar e transformar a sociedade. O espetáculo se dá quando o ser humano se trona mero espectador. Nesse sentido, a crítica de Guy Debord (1931-1994), é hoje mais necessária que nunca. A partir de um olhar próprio e evidenciando o cotidiano das periferias, a cultura popular representa o discurso dos de baixo contrapondo a cultura de massa. Nessa perspectiva é inspirador hoje, o incentivo do papa Francisco aos movimentos populares em sua capacidade de se organizar e promover alternativas.

Palavras-chave: produção de cultura, espetáculo, cultura popular, movimentos populares.

jaime congressoJaime Patias, IMC, é licenciado em Filosofia pela PUC-PR, bacharel em Teologia pela Universidade de Louvania, Bélgica, e mestre em comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária e assessor de comunicação das Pontifícias Obras Missionárias (POM), em Brasília (DF). Membro da equipe de redação da revista e do site Missões. Membro do Grupo de Pesquisa “Comunicação e Sociedade do Espetáculo”, autor de vários artigos: “O espetáculo no telejornal sensacionalista”. In: Comunicação e Sociedade do Espetáculo, (Paulus, 2006); “O pensamento de René Girard aplicado ao telejornal Brasil Urgente”. In revista Thésis, n. 8, (São Paulo, FCL, 2004); “O espetáculo nos discursos políticos de Hugo Chávez”. In: Comunicação Cultura de Rede e Jornalismo (São Paulo, Almedina, 2012); “O lulismo: mito e política: a influência de Lula em campanhas eleitorais”. In: Mídia, Espetáculo e Poder Simbólico, (Editora In House, 2013); “Os conceitos de Guy Debord sobre a cultura na sociedade do espetáculo”; “O sagrado e o profano: do rito religioso ao espetáculo midiático”, entre outros.

10h00 – Debate

10h30 – Intervalo

10h45 – Emerson Ike Coan – “Fé cega, faca amolada”. Milton Nascimento e o sentimento “à flor da pele” nos álbuns “Minas” e “Geraes”

Resumo: O objeto deste trabalho é a produção cultural de Milton Nascimento, em especial os álbuns “Minas”, de 1975, e “Geraes”, de 1976. A metodologia empregada é a da teoria crítica, em razão da qual esses bens culturais serão compreendidos na dinâmica histórica da sociedade capitalista brasileira no contexto da ditadura militar. As músicas serão analisadas, não só em suas características sonoras, mas também temáticas, com o propósito de confirmar uma complementaridade entre os discos. Pretende-se examinar se os sentimentos dos artistas participantes dessas obras estavam em sintonia com os dissabores e as esperanças do povo brasileiro de então. Canções como “Fé cega, faca amolada”, “Saudades dos aviões da Panair (coversando no bar)”, “Menino” e “O que será (à flor da pele)” serão referidas ao momento histórico pertinente a fim de conferir autenticidade a esses sentimentos exprimidos e representados.

Palavras-chave: Música Popular Brasileira; Milton Nascimento; “Minas” e “Geraes”; Ditadura militar; Teoria Crítica

emersonEmerson Coan é Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero, por onde é também Especialista em Teoria e Técnicas da Comunicação e na qual é membro do Grupo de Pesquisa “Comunicação e Sociedade do Espetáculo”. Mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Graduado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, na qual foi professor de Linguagem Jurídica.

11h15 – Marlise Borges – Tribos Musicais Urbanas A Sociedade do Espetáculo em um país chamado Brasil

Resumo: A música produzida no Brasil nos últimos anos do século XX e primeiros anos do século XXI transformou-se em produto vendável para a grande massa. E isso está presente desde a relação artista/mídia, a relação com o mercado fonográfico, até os meios de distribuição do material produzido.  Diante de tudo isso, este artigo tem como objetivo principal cartografar as regiões brasileiras e suas explosões musicais e midiáticas, sob uma perspectiva crítica. E comparece neste artigo, como ponto de partida, a reflexão do livro “A Sociedade do Espetáculo”, de Guy Debord, centrado na crítica sobre a linguagem e a forma-mercadoria.

Palavras-chave: Música Massiva. Indústria Cultural. Sociedade do Espetáculo.

Marlise Borges é Mestre e Doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), onde desenvolveu pesquisa em Comunicação e Cultura. Atualmente é Pós-doutoranda junto ao grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, do programa de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero – SP.

11h45 – Fábio Marques – A Dimensão Estética em Marcuse e a Relação Arte/Política

Resumo: No contexto da cultura afirmativa, as obras literárias autônomas, independentes dos modelos de sucesso, podem possibilitar a experiência da consciência que está fora da realidade das relações de troca. Experiência estética que possibilita o desenvolvimento da subjetividade crítica: instância negadora da consciência integrada, bem como da consciência materialista reificada. Presente em obras da literatura universal, como também em grandes autores nacionais.

Palavras-chave: Literatura; forma; estética; autonomia; consciência; política

Fábio Marques é Mestre pela Cásper Líbero, em 2004, com um estudo comparativo sobre as coberturas das três primeiras edições do Fórum Social Mundial, feitas pela grande imprensa e pela imprensa alternativa. Publicou: “Uma reflexão sobre a espetacularização da imprensa”, em “Comunicação e sociedade do espetáculo”, (org.) Cláudio N.P.Coelho e Valdir José de Castro, Editora Paulus, 2006; “As possibilidades do pensamento e ação transformadores na sociedade do espetáculo”, Revista Estudos de Sociologia, nº 30, da Unesp/Araraquara, 2011.

12h15 – Debate

12h45 – Encerramento

17 de outubro – Tarde

14h00 – Ethel Shiraishi Pereira – Belas Artes Meu Amor, cine espetáculo em São Paulo

Resumo: Considerado um importante espaço de fruição da arte cinematográfica, que marcou a história de vida de muitos paulistanos, contribuiu para a formação de plateias e influenciou a formação de um importante polo cultural da cidade de São Paulo, o Cine Belas Artes foi reaberto em 2014 após articulações do “Movimento pelo Cine Belas Artes” junto ao poder público, imprensa e formadores de opinião. O reconhecimento do Belas Artes como patrimônio cultural imaterial, colabora para o posicionamento de São Paulo como uma cidade criativa, tendo a cultura como eixo estratégico para fortalecer este posicionamento e competir internacionalmente com outras cidades globais.

Palavras-chave: economia criativa; patrimônio imaterial; comunicação; Cine Belas Artes

ethelEthel Pereira é Relações Públicas, Pós-Graduada em Administração e Organização de Eventos pelo SENAC, Mestre em Comunicação e Mercado pela Faculdade Cásper Líbero. Iniciou sua carreira no setor automobilístico e, desde então, presta serviços para importantes empresas e entidades de classe. Atualmente é professora de Relações Públicas, membro do Grupo de Pesquisa da Comunicação na Sociedade do Espetáculo da Cásper Líbero e pesquisadora do CIP – Centro Interdisciplinar de Pesquisa. Também atua como docente na graduação e na pós-graduação do Centro Universitário Belas Artes, e como conselheira do Conferp – Conselho Federal de Relações Públicas.

14h25 – Antonio Gonçalves Jr. – Apontamentos sobre a crítica de arte e as práticas artísticas

Resumo: A possibilidade de pensar modos de resistência da arte aos processos hegemônicos da cultura espetacular é, em última análise, o objetivo desta reflexão. A partir de certa retomada da crítica de arte e da cultura às práticas artísticas dos anos 60/70, nomeadas de neovanguarda, que resgatam em alguma medida a modernidade artística, é possível observar a influência dessas práticas na cena teatral contemporânea, em especial acerca das intervenções no espaço. Tais apontamentos serão pensados a partir da análise que o crítico e historiador de arte Hal Foster elabora em seu texto “Quem tem medo da neovanguarda?”, incluído em seu livro “O Retorno do Real”.

Palavras-chave: estética; crítica; teatro contemporâneo; experiência estética; dramaturgia do espaço

Antonio Gonçalves Jr. é Doutorando em Artes Cênicas pela ECA/USP, mestre em Comunicação e Mercado pela Faculdade Cásper Líbero (FCSCL) e pesquisador do Grupo de Pesquisa “Comunicação e Sociedade do Espetáculo” da Faculdade Cásper Líbero. Também integra o “Grupo de Estudos em Estética Contemporânea” da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) / USP. Possui especialização, Lato-Sensu, em Fundamentos da Cultura e das Artes pelo Instituto de Artes São Paulo, UNESP (2008). É professor de teatro na Escola Superior de Artes Célia Helena, e na SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. No campo das artes (Antonio Duran), como dramaturgista, tem participado dos últimos processos de criação do grupo Teatro da Vertigem. É também é ator e diretor.

14h50 – Gerson Steves – Drogas, sexo e MPB. A polifonia marginal na Ópera do Malandro

Resumo: A Ópera do Malandro (Chico Buarque) se origina da Ópera do Mendigo (John Gay) e da Ópera de Três Vinténs (Brecht-Weill). Todas narram os conflitos existentes entre a marginalidade e a ordem imposta, cada uma a seu tempo. O foco deste artigo é como Chico Buarque em sua obra lida com os liames entre moralidade e amoralidade que delimitam os muitos poderes dentro de um mesmo convívio social. Falsamente ambientada nos anos 1940 – para discutir a Ditadura Militar –, a obra nos fala de uma saudosa malandragem que aos poucos dá lugar a um, ainda embrionário, neoliberalismo econômico. Tudo isso, embalado por temas musicais que marcaram uma época.

Palavras-chave: Ópera do Malandro; teatro musical; produção cultural; crítica social

Gerson Steves é Graduado em Propaganda e Marketing pela ESPM e em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Ator pelo Teatro Escola Macunaíma. Mestre pela Faculdade Cásper Líbero. Autor do livro A Broadway Não é Aqui – Panorama do Teatro Musical no Brasil. Exerceu funções de planejador, redator e cronista em diversas empresas e veículos de comunicação. É, ainda, professor de interpretação e história do teatro. Atuou em mais de 30 peças, participou em festivais internacionais, e atuou também em telenovelas, séries e produções para o cinema.

15h15 – Debate

15h50 – Synesio Cônsolo Filho e Angeles Treitero Garcia Cônsolo – WhatsApp: a ferramenta espetacular de controle dos indivíduos nas corporações

Resumo: O objetivo deste artigo é fazer uma análise de como as corporações estão lidando com o aplicativo WhatsApp com seus funcionários, recurso este muito utilizado nos smartphones neste início do século pela população, tanto nacional quanto internacionalmente. Poder-se-ia dizer que é um fenômeno da cultura digital que assola o mundo. Nossa hipótese reside que, as formas de comunicações elaboradas neste aplicativo estão arquitetadas e direcionadas cada vez mais a conteúdos espetaculares para reter a atenção e “entorpecer” esses funcionários. Para a elaboração do estudo propõe-se, uma interlocução com textos de Guy Debord, Gilles Deleuze e Jonathan Crary e a realização de uma pesquisa de campo com universitários e funcionários dos quais possuem o aplicativo e que estão convivendo com este fenômeno em suas empresas.

Palavras-Chave: Cultura Digital; WhatsApp; Envolvimento; Espetacularização; Controle.

Synesio Cônsolo Filho é Pesquisador, Professor Universitário, Doutor em Ciências Sociais/Comunicação Política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP, Membro do Grupo de Pesquisa: Comunicação e Sociedade do Espetáculo da Faculdade Cásper Libero. Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. Especialista em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Escola de Comunicação e Artes – ECA da Universidade de São Paulo – USP e Administração em Serviços pelo Centro Universitário Ibero-Americano.  Possui os Cursos de Bacharelado Comunicação Social com ênfase em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM e Comunicação Social com ênfase em Propaganda e Publicidade pela Universidade Nove de Julho.

Angeles Treitero Garcia Cônsolo é Pesquisadora. Professora do Ensino Superior da Educação Presencial e a Distância. Doutora em Educação: Currículo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Mestre em: Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Pós-Graduação em Gestão de Processos Comunicacionais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Especialização em Língua e Literaturas Espanholas pelo Centro Universitário Ibero-Americano (UNIBERO). Especialização Lato Sensu – área de concentração: Comunicação e Mercado – pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Bacharel em Comunicação Social – pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

16h15 – Fábio del Nero – A linguagem publicitária dos (auto)retratos do Facebook

Resumo: O propósito deste artigo será fazer uma análise da linguagem publicitária presente nos retratos e autorretratos do Facebook, conhecidos também como selfie de grupo e selfie, respectivamente. Para cumprir tal finalidade, primeiramente farei uma relação de elementos presentes na pintura a óleo da sociedade oitocentista, que foram perspicazmente herdadas pela publicidade, e que estão presentes nas imagens postadas no Facebook. Em seguida, abordarei a influência da publicidade nos (auto)retratos da rede social sob a ótica da indústria cultural, da sociedade do espetáculo e do narcisismo, conceitos estes introduzidos por autores da Teoria Crítica da comunicação.

Palavras-chave: Facebook; publicidade; indústria cultural; espetáculo; narcisismo

Fábio del Nero é Mestrando em comunicação da Faculdade Cásper Líbero. Formado em Publicidade, Propaganda e Criação pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie, trabalhou durante mais de 10 anos com a comercialização de espaço publicitário em empresas como Globosat Programadora e Folha de São Paulo. Pesquisa assuntos relacionados ao Facebook e a redes sociais em geral, inteligência artificial, regulamentação e democratização da internet.

16h40 – Debate

17h00 – Encerramento

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Categorias:Comunicação

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