Aquele

concha
Aquele que eu julgava ser meu amigo, sumiu. Fugiu para não pagar a conta, o que me deve de direito e fato. Não telefona, não manda mensagem, Tem medo de ser localizado e imediatamente cobrado. Não sei se sinto saudade ou incômodo.

Aquele que eu julgava ser meu inimigo, apareceu. Finge agora ser amigo, esperto, articulista, quer cobrar a fatura depois. Pede-me dívida para posteriormente chamar de sua. A rua é a sua serventia, mas sem caráter teima em ficar mandando mensagem e tentando contato telefônico.

Aquele que eu nem julgava nada, ignorava, teima agora em ser amigo. Como filho de criação cristã, um homem sem rancor, eu posso abrir exceção e permitir minha amizade. Mas tudo pode complicar.

Ocorre que não sabemos mais a cor da nossa sombra. Se negra, racismo; se preta, preconceito; se vaga, ignatia; se colorida, homofobia; se branca, elitizada.

Aquilo que eu julgava escondido, agora aparece como feitiço atormentando meus dias. Só os meus dáimons é que entendem.

Por Gilberto da Silva, que procura suas razões para não ter nenhuma razão.

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Categorias:Crônicas

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