Itaipu recebe comunidade indígena na usina para comemorar prêmio de sustentabilidade em aldeias

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Para celebrar a conquista do segundo lugar geral no Ranking Benchmarking 2013 para o programa Sustentabilidade de Comunidades Indígenas, a Itaipu promoveu um encontro com os principais interessados desta ação. Lideranças e moradores das aldeias Tekoha Ocoy, Añetete e Itamarã estiveram na usina nesta quarta-feira (21) para uma agenda de celebração, organizada pela binacional.

O prêmio foi entregue em São Paulo, no início do mês. Na ocasião, os caciques das aldeias do Añetete e do Ocoy representaram os moradores, mas agora foi a vez da binacional retribuir a parceria, trazendo os indígenas para dentro da hidrelétrica.

A programação começou de manhã com visitas à usina e à Central de Triagem. O ponto alto ocorreu à tarde, com a celebração dos rituais do batismo do fogo, conduzido pelo chamoy (líder espiritual) Agostinho Martinez, na choupana do Refúgio Biológico Bela Vista.

“O batismo do fogo foi planejado por nós para nos dar coragem nessa luta e fortalecer ainda mais nosso trabalho de parceria com a Itaipu”, disse o cacique da Tekoha Añetete, João Miri Alves.

Também participaram do evento o superintendente de Meio Ambiente, Jair Kotz; a gerente da Divisão de Ação Ambiental, Marlene Curtis; o vice-prefeito de Diamante d’Oeste, Antônio Benedito Prodozzino; o gestor do programa Sustentabilidade de Comunidades Indígenas, João Carlos Bernardes; o cacique da aldeia Tekoha Itamarã, Ernesto Centurião; e o cacique da aldeia Ocoy, Daniel Maraca Lopes.

Parceira

indigenas04_niltonrolin01Na cerimônia, o diretor de Coordenação da Itaipu, Nelton Friedrich, agradeceu a parceria e enalteceu a importância do prêmio ter colocado em evidência a questão indígena avá guarani. “O principal e o componente mais profundo deste prêmio e desta homenagem de hoje é ter levado pela primeira vez ao centro dos olhares de centenas de instituições uma boa prática indígena”, disse o diretor.

O case de Itaipu disputou com 150 empresas e 279 práticas julgadas por 15 especialistas, de oito países. Os juízes não têm acesso à identidade dos proponentes dos projetos, até o anúncio dos ganhadores, ocorrido em 1º de agosto.

O reconhecimento também mostra a evolução do amparo dado pela Itaipu aos povos indígenas. Lorenza Chamoro, 36 anos, lembra quando teve que deixar sua terra, a Comunidade Jacutinga, na formação do lago, em 1982. “Eu era pequena, mas a gente teve que sair, deixar tudo lá”, disse.

Ela, que fez parte de 13 famílias realocadas para a Reserva Indígena do Ocoy, recém-criada com apoio técnico e financeiro da Itaipu, diz estar feliz por viver na aldeia do Añetete – para onde se mudou. “Agora está bem melhor, temos água corrente, poço artesiano, o que não tínhamos antes”, afirmou. “Mas ainda pensamos no futuro, temos que continuar a luta pelas nossas crianças”, concluiu.

Atualmente, as três comunidades Avá Guarani do Oeste paranaense amparadas pela Itaipu somam 275 famílias e 1.280 índios: Tekoha Ocoy, Tekoha Añetete e Tekoha Itamarã. Em dez anos, os resultados mensuráveis do programa incluem a construção de mais de cem moradias, casas de reza e centros de artesanato, postos de saúde e escolas, cascalhamento das estradas de acesso e vias internas, e implantação de rede de esgoto e rede elétrica.

As decisões são tomadas em conjunto pelas lideranças das aldeias, representantes da Itaipu e de instituições parceiras como Funai, prefeituras, Ministério Público, governo do Paraná, Emater, Ibama e IAP. Depois da celebração desta quarta, para essas e outras instituições parceiras do programa de Sustentabilidade Indígena receberam certificado, uma forma encontrada por Itaipu de compartilhar o prêmio Benchmarking 2013.

Na barragem gigante, preservação de encher os olhos

Em sua primeira visita à Itaipu, Justin Coronel, 23 anos, disse ter gostado do que viu. O que impressionou o jovem não foi a estrutura de concreto gigantesca da usina. “Gostei mais dessa mata aqui”, disse durante a visita ao RBV.

Foi em meio à mata do Refúgio, grande parte dele reflorestada, que a agenda terminou. Para concluir, o chamoy conduziu uma benção da viagem “para garantir sucesso no retorno” às aldeias. A Itaipu espera que a viagem de volta à hidrelétrica e a parceria com os povos indígenas também continuem bem sucedidas.

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