Sob o olhar dos céus

Sentia uma solidão profunda, um desequilíbrio da alma.
Buscava forças de Deus e do universo para suportar.
As lágrimas jorravam dos meus olhos negros, e profundamente assassinados pela ilusão de uma existência.
Que frio sentia naquela noite vazia.
A solidão me consumia.
O desespero falava mais alto e a compreensão não avistava no fim daquele túnel.
Diante daquele céu estrelado fiquei totalmente imóvel; sentido a intensidade dos conflitos que dentro de mim gritavam e a minha volta perturbavam.
O que me aliviava era o ar puro que os meus pulmões respiravam

E o lápis que lapidava minhas emoções e transcrevia meu íntimo em poesia, fazendo da minha alma-carvão, diamante!
Um negro diamante! Raro, dolorido e esquecido nas esquinas da vida sem saberem seu verdadeiro valor, seu verdadeiro conhecimento.
Talvez, não passasse de um simples vazio, de um simples reflexo da minha, também, negra alma.
A lágrima então na minha face escorria feito orvalho em desabrochar de narcíseos.
Alimentando a seca dos roseirais que com carinho me diziam: olhe! um cometa, faça um pedido!
Sem pensar duas vezes eu o fiz, rogando aos céus : Faça-se a luz no fim do túnel, pois eu já não tenho mais esperanças.
 
Dhiogo José Caetano & Álvaro Sales
Uruana, Go

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